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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

31
Dez16

Boa vida em 2016

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Trago-vos hoje aqui o meu top pessoal quanto à boa vida, comer, beber e passear neste último ano.

 

  • Évora Ecork hotel 

Foi a nossa escolha para férias de verão, ficámos num quarto bastante bonito e confortável com kitchenette, o que permitiu uma poupança, já que o hotel não é barato. Valeu muito a pena. Fomos para descansar e foi um bálsamo para a alma. 

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  • O diplomata 

Abriu este ano e foi a grande descoberta. Faço com frequência panquecas em casa, por isso não havia como não experimentar este local. Com uma decoração diferente e despretensiosa, foi o jackpot do ano. As panquecas são absolutamente maravilhosas, com opções mais saudáveis ou mesmo para a desgraça. Foi destino de alguns lanches e pequenos almoços. A próxima ida será para o brunch que também servem. 

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  • Capa na baixa 

O Capa Negra dispensa apresentações no Porto. Os rissois são o começo obrigatório de qualquer refeição, são divinais. Vão por mim, não conhecem o Porto sem os rissois do Capa negra (ou da império). Normalmente a opção vai para a francesinha, uma das minhas preferidas no Porto. Uma das lembranças mais antigas que tenho, por acaso, é de comer um mega cone de gelado (antes de ter idade para a francesinha). Abriram um espaço na baixa, na praça D João I e além do clássico no padrão alimentar, o espaço é muito agradável. 

  • Grande Hotel do Porto

Um dos posts mais lidos deste ano foi o do brunch no Grande Hotel do Porto, várias pesquisas no amigo Google trouxeram cá leitores. Vou voltar a usufruir deste brunch em 2017. O espaço é lindíssimo, antigo e cheio de história, fica na rua de Santa Catarina, e serve um brunch acima da média por apenas 15 euros. Pratos quentes e frios, sushi, sobremesas, cereais, pão, animação e ambiente que convenceram.

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  • Base 

Os copos com amigos passaram muitas vezes por aqui. Ao ar livre e com vista para os clérigos, o base aconteceu este ano. Sempre lotado, e com uma boa onda. Foi o destino não só de copos nocturnos como de alguns domingos, aproveitando a relva do jardim das oliveiras para deitar e aproveitar o verão na cidade. Além do Bonaparte que abriu quase ao lado, este foi o destino eleito, por mim e meia cidade.

  • Berlim

Foi o destino escolhido deste ano para conhecermos. Uma cidade que constava em ambas as nossas listas, por imensos motivos, um dos fortes a história. Somos ambos consumidores de documentários históricos, com particular interesse nas grandes guerras, e Berlim esteve no epicentro das duas. É uma cidade fascinante, não está virada para o turismo embora tenha imensos turistas e imigrantes. Orgulha-se de não ser " bonita", está cheia de grafiti, e resiste à gentrificação. Tem muitos memoriais, e museus. Qualquer dia faço-vos um roteiro com fotos de jeito, aqui fica uma do museu que fica no subterrâneo do memorial do holocausto. 

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  • Comic con

Fomos à comic con novamente após a ida na primeira edição. Com o bónus de termos ido gratuitamente desta vez. Das duas vezes que fomos eu não estava em condições de saúde de lá ficar um dia inteiro, esse é um próximo objectivo. Notei o aumento considerável na adesão do público. No primeiro ano cruzei-me com Natalie Dormer, a Margaery de Game of Thrones, este ano estive no painel de Stewart de Big Bang Theory e cantamos todos soft kitty. É preciso tempo porque tudo implica filas. No entanto aproveitamos bastante e gostei muito, adoro ver o cosplay. Vi imensas Harley Quinn mas só duas de nalgas de fora, versão Suicide Squad deste ano. Vi muitos Storm troopers, vi um casal Joffrey e Danarerys muito engraçado porque eram ambos homens. Super homem, Batman, frodo, uma quantidade brutal de personagens anime que não reconheci. Vi três black riders com um cosplay brutal, só lhes faltava estar em cima dos nazgul (LOTR). 

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  • Miss Pavlova

Mais um ano com o fascínio pelas Pavlovas no Almada 13. Antes de o meu ano ter virado para cocó tinha pensado em ter uma pavlova como bolo de aniversário. Nem tive nenhum bolo, enfim. É óptimo e concerteza que me vai continuar a acompanhar em 2017. 

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  • Boulevard burger house

Esta também não foi uma descoberta deste ano mas ainda não conseguimos fazer uma visita com tempo, ao jantar. Todas as vezes que fomos foi ao almoço com tempo limitado. Navegar nas hamburgarias que abrem como cogumelos é difícil, este espaço tem uma ementa ao estilo diner americano, com uma decoração moderna e mais sofisticada. Será no próximo ano o jantar com tempo para explorar devidamente a ementa.

 

Para um jantar mais formal, grupo ou romântico, umas tapas de final de tarde a minha escolha vai para o Reitoria. Entre o ano passado e este já o fiz em todas as opções e continuarei em 2017. Para mais rápido e mais barato abriu o Reitoria no mercado bom sucesso, as focacias são tão boas... 

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30
Dez16

Uma espécie de balanço

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Somos criaturas de hábito e de padrão. Gostamos de arrumar as coisas. E arrumamos o tempo em anos. Já me insurgi por aqui sobre isto. O que faz um ano mau? Um acontecimento muito mau? Problemas de saúde? De dinheiro? Insucesso na realização de objectivos? Bom, o meu ano foi o mais esquisito da minha vida. Teve momentos verdadeiramente dolorosos e outros que o pareceram mas que de momento estão resolvidos. Teve momentos muito felizes. Comecei o ano nas nuvens, com boas notícias. No fim de Fevereiro tive o maior soco no estômago da minha vida relacionado com a saúde. Comecei Março no bloco operatório, dilatação e curetagem,  a perda que me pesou exponencialmente com o peso das duas perdas anteriores, passei o pior aniversário da minha vida. Chorei o dia todo, quanto mais me ligavam a dar parabéns mais eu chorava. Não festejei, não abri bolo, quis desaparecer como nunca. Seguiu-se cirurgia oncológica no núcleo duro, em casa. Cansaço da minha mãe, justificado e que me custa ver, problemas musculares que daí advém e as hérnias e coisas a darem trabalho. Mais um mês de exames para mim, de fisioterapia porque vários males não vêm só. Fomos escapar cá dentro, e percebi que há dias muito bons em períodos muito maus. Mais um teste ao nosso relacionamento que nos tornou ainda mais próximos, quando achava que estavamos o mais próximo possível. Tenho muita, muita sorte. No início de Maio fui voltando à vida, os amigos foram uma parte importante no processo, no ano, na minha vida. Fomos a Berlim, e fez maravilhas por cada um de nós, por nós enquanto casal e pelas amizades. Em Junho voltei à vida completamente, exames normais, o que é bom, mas não é um alívio, como vos fui dizendo por aqui. Sem uma doença não há um tratamento, há um protocolo, que faz uma diferença estatística de 2-3% no resultado. O trabalho continuou condicionado. Boas notícias em termos de reconhecimento externo, porque o interno como vos disse é inexistente vá-se lá saber porquê. Novos projectos. Nova cirurgia no núcleo duro, lá em casa. Novo esforço hercúleo da minha mãe. Novo diagnóstico, margem da cirurgia oncológica positiva, e tratamento, radiação e mais esforço de multiplicação da minha mãe que trabalha 45 horas (na verdade 50) e acompanha, trata, dá força a todos, e não se queixa. Tem uma força, resiliência, atitude sem exemplo, nunca vi semelhante, desde sempre, a vida tirou-lhe a mãe aos vinte, e não pôde parar para respirar desde então. Reconhecimento dos vizinhos, que gabam a mim e ao meu irmão, que lá estamos sempre, a levar e trazer de tratamentos,  o meu irmão saiu incólume do ano, mas dois períodos de férias dele foram completamente sacrificados a cuidar. Pelo meio o susto com a otite da minha cadela, que me levou ao veterinário 17 vezes em mês e meio, novo susto quando ela fugiu e andei horas desesperada atras dela e a gaja acha que estamos a brincar e ainda corre, pelos vistos ainda sprinto, mudo de velocidade e aguento vários minutos disto. O ano acaba com uma amizade nova caída do céu, ou do santo padroeiro sapo, que eu nunca pensei possível, que nem sei se mereço. Passei por vários momentos de isolamento, a bem da minha sanidade mental, precisei de me afastar para me encontrar e para lidar com tudo, confesso que conviver com grávidas e bebés foi muito difícil durante algum tempo. Acabo o ano com muitas boas notícias, apesar da ida à urgência que me tirou o chão e me provocou um susto monumental. Estou com uma sensação de alívio, com esperança, positiva em relação a tudo. Aceitei tudo o que se passou, não me vitimizo nem dramatizo, mas que foi muito, isso foi, espero melhor sempre. Estou grata por ter conseguido lidar com tudo, pela minha família, pelos meus amigos, por tudo o que tenho de bom que não sofreu. Que hoje seja melhor que ontem, e amanhã melhor do que hoje. 

 

 

Ps editei o texto porque não sei como até me esqueci dos sustos com a minha cadela, bem como o isolamento que precisei para processar os acontecimentos. 

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28
Dez16

Carrie Fisher no dia de Rogue One

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Soube da morte dela por volta das 17 horas. Não foi surpresa, uma vez que teve enfarte mesmo antes do natal e imaginei que isto vossa acontecer. Carrie fisher tentou quebrar o estigma da doença mental, é uma autora de sucesso e dona de um sentido de humor contundente, ultimamente fazia-se acompanhar do buldogue francês para entrevistas (tenho um fraco por estes cães) e também ele tinha uma personalidade vincada. Tinha combinado para ontem ver o Rogue One, foi um pouco ironia do destino. Foi uma das conversa pré filme do grupo. Comentei que achava que ela já tinha filmado a sua parte para o episódio VIII que sai em 2017, já confirmei, vamos voltar a ver a General Organa em Star Wars no próximo ano. Voltando a Rogue One, que filme absolutamente delicioso. É um filme do universo expandido e não constante da saga. Depois de o ver considero essencial à história, colmata falhas e traz uma história francamente boa num filme no qual não encontro falhas. Boa história, personagens que cativam, um fim que faz sentido. Gostei muito da protagonista Jyn Erso e da sua história.  Precisam de saber que se passa antes do episódio IV - A New Hope, ou seja antes das prequelas mais antigas em que entram Luke e Leia. 

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27
Dez16

O triunfo dos estúpidos

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As pessoas têm direito a voz, opinião. Lembro-me disto muitas vezes. Até ler comentários na Internet. Até ler que a terra é plana, e que a evolução não foi provada e que apenas é uma teoria e que a bíblia explica tudo. O direito à opinião não se pode explicar assim. Eu não tenho direito a achar que é válido vomitar ignorância e ignorar a ciência e o conhecimento e dizer mas eu acho que os aviões voam por magia e a minha opinião é tão válida como as experiências e saber aeronáutico e pronto vamos concordar em discordar. Tenho muita dificuldade em lidar com isto. Assusta-me esta ignorância arrogante. Há pouco tempo, à conta da actualidade vi o filme Idiocracy, um dia vai passar da seção de paródia nonsense para documentário ou previsão premonitória. A religião, todas elas, entre todas as guerras e perseguições que fizeram, motivaram e ainda motivam fazem mais mal do que bem. É uma medição difícil, mas acredito mesmo nisto. Os textos foram escritos por pessoas, para controlar pessoas por poder e dinheiro. Achar que o que lá está escrito é peremptório e factual é tão mas tão errado e tão mas tão comum... 

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26
Dez16

Venho de fugida

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Só para vos dizer que sim, ontem quando soube do George Michael a primeira coisa que disse foi que este de facto foi o seu Last Christmas. Sim, todos achamos que somos especiais e únicos mas as piadas fáceis, são piadas fáceis. Estão a tempo de dizer o mesmo.  Aliás, tendo em conta a Internet em geral, acho que é capaz de ser obrigatório. Como nota de rodapé, que é mais importante que o texto, George Michael era um benfeitor, activista e voluntário absolutamente anónimo. Pedia anonimato em todas as acções. Que é o verdadeiro significado do altruísmo. Perder-se alguém verdadeiramente bom, além do talento inegável. Fazia o bem sem a publicidade de o fazer. O friends pioneiro nisto e em quase tudo, tem um episódio que fala exactamente do altruísmo e que quem faz o bem tem sempre a recompensa do sentimento ao fazer o bem e brinca que não é verdadeiramente altruísmo porque nos faz sentir bem e por isso fazemos o bem. Uma brincadeira que apenas me faz refletir em pseudo celebridades que doam um euro e são fotografadas por mil fotógrafos e têm artigos em 50 canais porque doaram um euro. Friends é vida. 

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24
Dez16

Boas festas blogo-pessoas

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Tenham dois dias muito felizes que compensem as horas de vida que perderam em engarrafamentos e a navegar por Shoppings cheios. Parece sempre pouco em comparação com as horas de planeamento, compras e cozinha, por isso aproveitem bem. Um óptimo solstício de inverno para vós.  Hoje não público a habitual fotografia que lembra a hipocrisia de celebrar um casal do médio oriente com o tom de pele e olhos característico que não consegue alojamento é ostracizado e é obrigado a ficar com os animais, porque repete se de tal forma que acho que não aprenderemos.  Para mim esta não é uma festa religiosa, a cena da natividade e a história que a acompanha é mais antiga do que o cristianismo, por isso enquanto espécie temos uma certa atração por ela. Para mim é uma celebração da família seja ela em que moldes for, dos amigos, que às vezes só conseguimos reunir nesta altura porque estão mais longe. Festas felizes.  

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21
Dez16

Cheiro a natal

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Já vai cheirando a natal por aqui. Apesar de todas as peripécias e complicações dos últimos dias, finalmente tenho um bocadito para vir aqui mostrar um pequeno pormenor da decoração e da minha camisola pirosona deste natal. Este ano somos mais vestidos a rigor, consegui convencer. Só não todos porque não posso ir às compras e comprar para os elementos que faltam.

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16
Dez16

Numa ida às urgências

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Vê - se mais entorse por metro quadrado que outra coisa. Só eu tinha entorse, nem ia à urgência e o ligava para poder jogar, quando não ficava todo preto e o triplo do tamanho. Como se vê pior, uma menina, que era nem maior que eu, com um joelho esfolado.um joelho esfolado senhores. Não estou a exagerar. Um senhor até comentou, e a mãe sentiu a vergonha e disse que veio ver se tinha algo partido. Não só a menina mulher andava por seu pé. Como carregava no esfolado para ver o que lhe doía. Só tem estas pancas de exageros de saúde quem não tem problemas a sério

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13
Dez16

O Pedro continua a gritar super lua

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Que eu tenha contado, pela terceira vez este ano. Acho que precisamos de reflectir na sociedade da "informação" constante e o que se classifica como informação relevante. 

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13
Dez16

Das compras de natal

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Dia 13. Tenho mais com que me preocupar do que com isso. Ainda não fiz as compras e não estou minimamente preocupada. Não tenho subsídio novamente, pela 5avez. E não, não sou funcionária pública e não não trabalho 35 horas. Tenho quatro prendas para comprar e não tenho pressa nenhuma. 

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