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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

23
Mar16

O que vem aí?

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

A época das bodas, os casórios, os casamentos aos molhos. E porque não afiar a língua? 

 

Como tal, podemos debruçar-nos sobre este tema. Um ano com menos de dois casamentos é um ano muito morninho, e sendo uma mente muito atenta ao que me rodeia fui detectando alguns padrões.

 

O tio folião

Em todos os casamentos há sempre um tio danado para a brincadeira, que bebe e brinca e que é um dançarino exímio. Ele pega na noiva para dançar, na mãe da noiva, o que ele quer é dançar. Há o típico casal de meia idade na pista a sambar na cara dos miúdos que só sabem dançar em discotecas.

 

O amigo bêbado

Toda a gente tem aquele amigo que fica bêbado e é alma da festa, solteiro claro, sempre na pista de dança ou no bar a pedir mais uma bebida. Dá conversa à menina do bar, à família dos noivos e, a dado momento, chora sempre de emoção. Uma variante deste tipo investe fortemente a dar cantiga ou à menina do bar ou a uma amiga também ela bêbada dos noivos.

 

A que arrisca tudo

Depois, temos sempre a amiga da noiva, solteira, que decidiu que aquele é o seu momento para brilhar. Não sabe bem quando vai casar, e pelo sim, pelo não, vai aproveitar aquilo ao máximo. A festa não é dela, mas rais a partam, se ela não vai aparecer. O vestido é tudo, ou de cor berrante, ou decote, ou curtinho. Está sempre a dançar, faz gritinhos e poses como se estivessem lá paparazzi. Bebe qb e está sempre a tirar fotos. Posta no facebook fotos do dia durante meses, há sempre uma foto com legenda, as bonitas, a mesa mais gira.

 

Os colegas de trabalho

A bebedeira de uns e a forma awkward de dançar de outros vai levar a que nunca mais se olhe para essas pessoas da mesma forma.

 

O amigo perdido

Não sabe bem porque foi convidado, os noivos não sabem bem porque o convidaram, mas lá está. Não conhece quase ninguém, fica numa mesa onde não o conhecem, e onde estão as outras pessoas nessa condição. Está sempre à espera da hora apropriada para ir embora e mede o sucesso da festa pelo que bebeu.

 

A amiga graxista

Amiga próxima da noiva, solteira, está mortinha por casar, embora faça parecer que não. Tudo é lindo, e maravilhoso desdobra-se em surpresas e elogios exagerados porque secretamente acha que vai ser a próxima e espera ser recompensada. Ohh e aww forçados. Está a torcer para lhe calhar o ramo que assim alguém puxa o assunto do casamento com o namorado dela.

 

A que foi lá para comer

O convidado pró-forma, normalmente família afastada que só quer saber de comer. Se for mulher, só esteve de saltos altos na igreja, já chega à quinta de chinelas para estar mais confortável. Uma mesa de mariscos vale mais dez pontos no nota que deu ao casamento. Se a comida calha de ser pouca tá armada a confusão. Um pequeno parêntesis, uma senhora está nos seus saltos a noite toda, não há nada pior que ver pessoal com vestido de cocktail e chinelos ou havaianas. Estraga logo a imagem toda. Escolham um salto intermédio, um salto compensado, algo que saibam que aguentam; vão sentando para descansar.

 

Este é um repost de um texto dos primórdios do blog ;) 

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