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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

07
Ago17

O primeiro mês do resto das nossas vidas

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Estou a escrever este post há imensos dias, requer mais atenção e quero absorver estes momentos a três, as vindas ao blog são mais rápidas. Passou o primeiro mês. Um mês de apresentações, descobertas, conhecimentos, rotinas, pouco sono, muito cansaço e ainda infinitamente mais amor. Tenho uma pessoa minha, que depende de mim para viver, isto é um amor diferente dos restantes, nunca estive mais de duas horas longe dele, ele precisa de mim, e é uma sensação nova, um mundo a descobrir, uma vida de responsabilidade. O primeiro mês basicamente foi o que estava à espera mas com um bebé que superou todas as expectativas. Fofo, giro que dói e muito interactivo. Ao terceiro dia de vida já seguia a minha voz e virava a carinha para onde estivesse a falar, como não se apaixonar? A estadia no hospital foi fácil, uma das enfermeiras até achou que era um segundo filho, e eu fiquei logo toda contente. Ele ficou a domir connosco no hospital e foi absolutamente essencial, permitiu-me dormir umas horas porque desde que nasceu que fizemos turnos para lhe vigiarmos o sono, permitiu-lhe uma maior intervenção na vida do bebé, afinal é tão filho dele como meu. Todos os hospitais deviam permitir isto. A vinda para casa teve uma primeira manhã atribulada, mas dentro do normal. 

Amamentação 

Requer, como tudo, uma curva de aprendizagem e habituação. Se sou a maior fã? Não. Cria muitas dúvidas: Está a comer? Quanto está a comer? Será suficiente? Traz algum desconforto, pequeno é certo e ocupa muito mais tempo. Mas é o melhor para ele e nem há dúvidas que farei pelo maior tempo possível. É o único momento em que ele não intervém mas que é essencial na mesma, faz muita coisa enquanto amamento, como me trazer água e me dar enquanto amamento. A sede é avassaladora. Os bons profissionais também dão maus conselhos, como tenho vindo a dizer há conselhos a mais e uma quantidade absurda de mitos sobre a amamentação. devido a um conselho que se provou errado da pediatra para o nosso caso e de um ganho de peso tímido, tivemos que introduzir suplemento de leite artificial, devia ter seguido o meu instinto mas farei um post apenas dedicado à amamentação, à pressão, aos mitos e à minha experiência. 

Sonos 

Não temos problemas de maior neste campo tendo em conta a idade dele e o que vou lendo. Dorme mais profundo e melhor de noite, embora seja um reloginho e não deixe passar mais que duas horas e meia. Ultimamente às vezes três. Ainda não teve três dias iguais, o que é normal, durante o dia pede mais colo para dormir, mas quando tem gases, ou dorzinhas, de resto vai aguentando no berço ou alcofa com algumas estratégias nossas, excepto quando quer domir, aí fica facilmente. Todos os dias dorme, no mínimo, as 14 horas que deve dormir, se está mais choroso, ou com mais gases, dorme no colo, porque o sono é essencial. 

Fraldas 

De início trocamos sempre os dois porque o menino gritava a plenos pulmões, detestava trocar fralda. Lá passou. Agora até troca mais ele quando está em casa, para me dar oportunidade de ir ao WC ou fazer qualquer coisa antes de amamentar. Aliás está aqui um caso sério de amor, porque acaba de trocar a fralda e fica de tal forma embevecido a olhar para ele que tenho de insistir para mo trazer para ele comer, às vezes o choro trata disso por mim. 

Banho 

O banho dava-me medo, de me escorregar, sei lá. Tem sido sempre ele a segurar e eu dou o banho. É tão pequeno e frágil, que preferimos assim. Para já temos usado a shantala embora tenha a banheira da Chicco, na shantala fica com a barriga submersa o que ajuda com gases, arrota sempre bastante no banho. 

Nós 

Nós enquanto pais e enquanto casal surpreenderam-me. Mesmo com um comportamento exemplar desde a gravidez, desde a primeira: foi sempre crescendo. Estamos muito bem. Cuidamos um do outro, como ver quem está cansado, precisa de dormir ou de um banho, de uma pausa. Somos uma equipa com responsabilidades complementares, ele não pode amamentar por isso tem feito tudo o resto. Continuo a ser rígida a a não usar a palavra ajudas. Ele ajuda tanto a mim como eu a ele. A palavra ajuda faz-me espécie porque implica uma responsabilidade apenas minha e um favor voluntário que me faz e eu nunca embarquei nisso como podem ver em todos os meus posts de vida a dois. Não cozinho há imenso tempo, nem fiz nada neste mês a não ser cuidar do bebé. Não nos temos esquecido do nosso relacionamento e de nós fora do âmbito do bebé, espero que seja sempre assim. Tenho um orgulho imenso nele como pai, é delicioso vê-lo apaixonado pelo bebé, a cuidar dele, trocar fraldas, adormecer, cantar para ele, contar histórias, falar para ele. Saiu, literalmente, e sem duplo significado, melhor que a encomenda. Gosto tanto de o ver com ele, fico muito enternecida com o amor honesto que lhe tem. É paciente, carinhoso, brincalhão, conta-lhe histórias e gosta genuinamente de cuidar dele. 

Eu 

Tenho tido algum tempo para mim, banhos descansados, ler, até reuniões e corrigir trabalhos, até ir pintar o cabelo já consegui, ir ao dentista. Fica muito bem com ele, aprendemos juntos a cuidar dele. Certo que muitas vezes só se consola no meu colo, ou adormece muito mais rápido, mas é perfeitamente natural, conhece melhor os meus sons e o meu cheiro, afinal conhece-me há mais nove meses do que a ele. Enquanto armamento ele cuida de mim, dá-me água e comida à boca (a sede, senhores, que sede). Já recuperei do parto, está aqui uma barriga residual que desaparecerá com tempo, de resto o edema desapareceu passados 16 dias e com ele a maior parte do desconforto. Tive sorte com os pontos da episiotomia que foram intra-dermicos e o resultado estético foi óptimo, nem se nota. 

Tive muita sorte, ele gozou os 15 dias, a minha mãe meteu férias duas semanas, e ele goza os restantes 10 dias e mais férias, portanto só aos dois meses é que ficarei sozinha com o bebé. A minha mãe foi uma ajuda enviada do céu. Primeiro e mais que tudo foi uma companhia brutal, teve a oportunidade de conhecer melhor o neto, o que era importante para mim. Não consegue estar parada, é uma força ímpar, até fez limpeza profunda e adiantou-nos o jantar várias vezes, continua a surpreender-me na entrega, altruísmo e amor, e olhem que a barra não estava baixa. 

De resto sim, é muito cansativo. O sono partido, a privação de sono são difíceis mas o dia acaba por passar bem. Já teve os seus choros inconsoláveis, que são tão difíceis de ouvir, e de decifrar, o choro de bebé está mesmo desenhado para nos desorientar, custa horrores saber que às vezes são mesmo dorzitas e que os bebés choram, já deviam vir a saber falar. O cliché é tão verdade, passa tão rápido, só penso que a minha licença vai acabar e que vou ter que o partilhar com o mundo e deixa de ser tão meu. 

 

 

 

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03
Jul17

Amor

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Venho hoje aqui de fugida para vos contar que estou a transbordar de felicidade! Estou a viver o amor da minha vida. A felicidade é sempre mais real quando partilhada. O meu pequeno está cá fora, é lindo e estou apaixonada. Apaixonada por cada biquinho, carinha, expressão. Apaixonada por ele, por nós, pelo pai que ele é, por quem é para mim, por quem foi durante a gravidez e pela nossa entreajuda nesta primeira fase de conhecimento, pela relação que temos, pelo amor que lhe temos os dois, pela família e pelo apoio que dão, pelos amigos e a partilha da felicidade. Somos uma família e é tão bom. Entre cocós e xixi cá virei partilhar umas coisas com vocês. Mal tenha tempo volto para vos responder, e a vocês que cá vão passando mesmo sem cá vir, o meu obrigada, às vezes esqueço que há gente desse lado. Prontos para lerem aventuras de pais recentes e humor de cocó? 

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03
Abr17

Babymoon

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Um termo novo e catita para dizer que vamos fazer uma escapadinha os dois antes de nascer o bebé, vamos agora na Páscoa. Nada de loucuras, porque não posso andar de avião, nem fazer viagens longas de carro. O importante é sairmos da rotina, não nos preocuparmos com refeições ou horas e aproveitamos a companhia um do outro sem deveres domésticos. O sítio está escolhido e estou ansiosa porque já estou a precisar há muito tempo, aliás agora em Março tinha sido óptimo, porque já estava a acusar cansaço de estar sempre em casa, mas também já falta pouco. 

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28
Mar17

Viver uma gravidez de risco #2

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O primeiro trimestre foi o período de maior angústia, sem dúvida, não sei como o tempo passou, porque foi completamente tingido a preocupação, evitamos praticamente todas as confraternizações de amigos e família. Os sintomas são mais ou menos esperados, mas muito pouco claros, recorri ao amigo Google, e a uma aplicação de telemóvel que foi uma companhia indispensável, o Nurture. Nesta aplicação temos o desenvolvimento do Feto/embrião a cada dia, os sintomas esperados, a sua explicação e muitos testemunhos de várias mulheres, vamos preenchendo o diário com todos os sintomas que vamos sentindo, e préviamente colocamos a nossa história, o que selecciona histórias parecidas com a nossa, acreditem que ajuda muito, pessoas que passaram pelo mesmo. Quanto aos sintomas foi a melhor coisa, quando tinha um sintoma novo que me assustava, não tardava um/dois dias que a aplicação explicava o que era. Para mim, as dores, eram assustadoras, recolhia sempre em repouso absoluto à mínima dor, porque os dois primeiros abortos começaram com dor. (Ainda hoje o faço, na dúvida, repouso maior.) O útero a crescer, a obstipação, e gases causam o mesmo tipo de dor mas não tinha como distinguir entre as dores. A obstipação é um problema real e recorrente a gravidez toda. As dores nas ancas, que me acordavam, normal também, é o crescimento. As dores nas virilhas, como um relâmpago, isso é que assustou mesmo muito,  não imaginam, lá estava na app, dores nos ligamentos que sustentam o útero à parede abdominal, normal também, consequência do crescimento. As náuseas e vómitos, foram bem marcados. Como da terceira gravidez os sintomas pararam ao mesmo tempo que a evolução da gravidez, celebrámos os vómitos. Sério. É isto. Ficava agoniada, vomitava e depois ficava feliz por ter vomitado. Diariamente. Mandava mensagem para ele, todos os dias, vomitei, reposta dele: Yay. Até sentir o bebé, às 16 semanas, era este o meu barómetro de estar tudo bem, muito falível, eu sei, mas era um óptimo placebo. Até que os vómitos começaram a ficar muito agrestes e ficava com medo de estar a fazer demasiada força ou algo no género. 

 

O nosso relacionamento não sofreu com a gravidez de risco, fortaleceu-se (ainda) mais. Eu não posso fazer esforços, portanto é ele que faz praticamente tudo em casa, até a companhia que lhe fazia durante a elaboração do jantar sofreu, as náuseas que sofri impediam completamente cheirar carne e peixe por cozinhar. O que valorizo é a atitude dele, o carinho, porque sacrifícios estamos a fazer os dois, para mim o normal num relacionamento é isto. Quem diria que não poder aspirar quando me apetece me iria custar. Escolhi-o por ele ser assim, não há ajudas, há uma casa para cuidar e somos dois que o fazemos de igual modo porque ambos temos empregos a tempo inteiro. Cada relacionamento funciona à sua maneira, há muitas formas de resultar, mas para mim era impensável uma relacionamento em que eu tratava de tudo da casa e o que ele decidisse fazer era uma "ajuda" e eu ficaria agradecida, ou até tinha muita sorte. Ele anda sobrecarregado, sem dúvida, mas eu também, eu não posso trabalhar nem sair, passo o dia sozinha, ainda que fale com amigos, mas não é o mesmo que sair para trabalhar todos os dias, não posso beber/comer o que me apetece, depois do episódio da urgência até para tomar banho tinha de esperar que ele chegasse a casa. 

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03
Mar17

As minhas noites com ele #4

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Fiel à forma, ele adormece nos seus trinta segundos a um minuto. Passa-se meia hora e mexe-se, acordando estremunhado.

- Está muito barulho! Não ouves? 

- ouço, é o teu ressonar. -. -

- eu?! 

Paciência. 

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14
Fev17

Dia dos namorados

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Acho que já festejámos. Tenho quase a certeza. O que chamar a um dia destes em que adormeci no sofá antes dele chegar de trabalhar e acordei com ele na cozinha a acabar de cozinhar lagosta para mim? Lagosta em manteiga, com batata, espargos,  cogumelos e salada. Se isso não é festejar o amor com uma surpresa, o que é? 

Foi mais ou menos isto com as alterações que ele fez. 

butter-poached-lobster-with-asparagus-and-new-pota

 

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17
Jan17

A dois

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Ele com o seu distinto adormecer em 30 segundos sente-se seguro e amado. Eu observo, na escuridão, e reflicto na sorte que tenho. Na facilidade das gargalhadas a dois, no quanto nos divertirmos e quantas horas perdemos a conversar e na quantidade de vezes que pensamos exactamente o mesmo. Ele começa a ressonar. Eu dou-lhe um leve jeito. O ressonar continua em crescendo. Não posso viver assim, isto não é vida, não aturo este homem, já estou aqui há mais de meia hora a tentar adormecer, tarda nada vais é para o sofá sua betoneira desafinada. Segue cotovelada que o acorda enquanto lhe digo em tom tudo menos delico-doce: estás a ressonar. 

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03
Jan17

Perda de privilégios

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Com o susto na urgência, e mesmo a grande sorte no meio do azar. E as minhas piadas mesmo sentadinha na cadeira de rodas e feita num oito, o meu público foram quatro médicos. Os gajos riram, as gajas estavam entre o choque e o riso. Bom, depois disso vieram os cuidados redobrados e muitos dias em que me senti uma criança que não faz nada. Ele não me deixava fazer nada sozinha, foi um amor, sempre preocupado.  Mas, há sempre um mas. Não podia levantar-me a meio da noite sozinha sem o acordar para me acompanhar. E a insistência dele em me ajudar quando está acordado transforma-se em persistência para continuar a dormir quando faço o que ele insiste que é acordá-lo. 

- Tens aí água? 

- Sim (modo zombie) 

- dás-me por favor? 

- não.  

Eu já a rir-me, como não? Olha que me levanto, dá-me lá água. Acorda, dá-me e no dia seguinte ri-se como perdido porque não se lembra de nada disto. 

- vou ao WC. 

- shhh, (coisas indecifráveis), vais depois. 

- acendo a luz, e lá desperta e me supervisiona como se fosse uma criancinha.  

Entre a preocupação e o sono, o primeiro round ganha por milhas o soninho e a vontade de continuar a dormir. Podia ser pior. 

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03
Nov16

Ele como concorrente do Masterchef

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Quando o conheci, há seis anos, não cozinhava um ovo. Não tinha aprendido e não tinha por hábito cozinhar, vivia com os pais e não tendo necessidade, não tinha curiosidade. Como vivia sozinha, começou a aprender comigo, fazíamos uns pratos lá em minha casa. Quando fomos viver juntos foi importante para ambos que ele aprendesse. E aprendeu. Já fizemos pratos gourmet, beef wellington,  vieiras, entre muitos outros. Às vezes cozinho eu, às vezes ele, a nossa modalidade preferida é cozinharmos os dois juntos enquanto conversamos e rimos. 

Ele no Masterchef: 

Desafio de 60 minutos, todos frenéticos na cozinha, correria para a despensa, electrodomésticos a saltar, facas afiadas, saltear, refogar, grelhar, os molhos, não esquecer os molhos. O tempo a escassear, os últimos preparos ,  escolher o prato, ter a certeza que está tudo cozinhado na perfeição. Acaba o tempo, o alívio na cara de todos, uma última análise crítica, do que falhou e do que poderia estar melhor. E ele? Como se terá safado ele? Ele acabou de colocar o portátil na bancada e seleccionar a receita, e o tempo acaba mesmo quando ele acabou de seleccionar a lista do Spotify para o acompanhar enquanto cozinha. Levanta a cabeça, e percebe que o desafio já terminou...

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25
Out16

Não sei se já vos contei

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Daquela vez que queríamos ver star wars, que ele adora trinta vezes mais do que eu. Diz ele confiante e poderoso. Desta vez não adormeço. Vou tomar um café duplo. Marcha para a nespresso e lá vai ele. O que acontece é que eu vejo todos os filmes duas vezes. Ainda dizem que sou impaciente. Ele adormece ali passados uns vinte minutos, meia hora. Seja em que posição for. Da última vez que estávamos a ver outro filme, adormeceu, deitou-se no sofá, e com a sua distinta lata, passados vinte minutos de estar a dormir, pega no comando e tira o som à TV. Acorda, cedissimo ainda, e eu estava a contar qualquer coisa importante do meu trabalho que tinha acabado de saber. Ainda me diz: shhhhhh, estás a gritar, não fales por favor. Que grande lata,  parte dois.  Enfim, voltando aquela vez do star wars.  Entra triunfante na sala, com o seu café.  O filme começa.... Diz ele: estou completamente disperto, desta vez vou ver até ao fim. No fim do filme.. Acorda e diz:, ui nós não vimos nada. Nós quem? Eu gostei muito. Tu... Em mais três vezes sozinho és capaz de chegar ao fim do filme. Esta vida em comum às vezes é uma solidão. Ahahah 

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