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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

28
Jul17

quanto engordaste?! #2

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Da brilhante autora desta pérola, veio a sequela. Nova chamada, desta feita para uma visita que não chegou a acontecer porque não estava em casa. 39 semanas. Não engordei e frustei-a, estraguei-lhe aquele dia. Pelos vistos não ia ficar por aqui. 

- "Então, está tudo bem?"

Sim. 

- "E então, ficaste muito inchada??"

Não, estou igual. Ainda uso as minhas sabrinas e os meus aneis. 

- "ah. E o parto é para a semana?"

Sim, quer dizer, a data prevista é para a semana, pode ser em qualquer altura. 

- "Vais fazer parto normal?"

Sim.

- "ah, uma hora pequenina".

Não dou descanso à mulher. 

 

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14
Jun17

Quanto engordaste?!

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Pergunta banal, certo? Grávidas desse lado, corrijam-me se estiver enganada. O tom com que é formulada a pergunta é que determina a aceitação da invasão de privacidade, ou a conversa prévia à questão, porque tacto é coisa que nem sempre abunda.

 

Trago-vos a história hilariante de um telefonema de há uns meses. Estava eu grávida de 6/7 meses, quando estou ao telefone com pessoas próximas da família, passada a conversa com as pessoas que efectivamente tenho laços, chegou a vez da esposa. 

 

- "Estás grávida?? (foi o anúncio por isso houve grande surpresa)

De quanto tempo ? Quanto engordaste??"

Tau, assim a frio, não houve um como estás, está a correr bem, como te sentes, nadica de nada. 

 

Senti o desapontamento quando respondi que estava de 6 meses e tal, que tinha engordado 5 kilos e que estava a pessoa que ela conhecia mas com uma barriga. A conversa morreu ali, parabéns e tal, mas o interesse foi-se. 

Foi a reacção mais engraçada que obtive nestes oito meses, fez-me lembrar o moder family e a reacção da Claire à gravidez da Gloria (não tenho nada de Sofia Vergara, acreditem em mim).

 

  

 

Explicando, eu sempre fui pessoa magra, ou melhor em criança era muito magra, muito atlética e activa, pratiquei desporto e nunca fui gorda nem obesa. Esta pessoa tinha teorias, várias, ou porque tinha bichos carpinteiros e o stress emagrecia, ou porque como comia devagar não engordava, enfim era giro. Pessoa em questão engordou com a primeira gravidez e justificou tudo com as hormonas, ora, bebé de sua mãe está na faculdade e ela continua efectivamente obesa mesmo.

 

De resto todas as perguntas nesse sentido foram absolutamente elogiosas, não tenho mesmo do que me queixar, porque o ego anda nos píncaros, não vou mentir, toda a gente me diz que estou óptima, que de costas não pareço grávida e em metade das fotos de frente disfarça imenso mesmo agora às 38 semanas, só engordei 10 kilos e o meu corpo não mudou significativamente a não ser barriga (e só para a frente), nada de edemas na cara ou membros. Uso muita roupa que já tinha, todos os sapatos e anéis, só agora no nono mês e ao fim do dia há um ligeiro edema dos pés. Em alguma coisa havia de ter sorte

A auto-imagem criava alguma preocupação, também não minto. Não sou nenhuma obcecada com imagem, ou seja com o que for, mas perde-se o controlo do nosso corpo. Vivi mais de trinta anos com o meu corpo assim, tive uns kg mais gorda (4) há dez anos devido a boa vida a mais, por isso seria díficil lidar com uma alteração extrema. Já se perde imensa autonomia de várias funções corporais, já se entra em regras rígidas em comida e bebida, e no meu caso até de movimentos e independência por isso não é pouca a alteração que o organismo sofre.

 

 

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26
Mai17

9!

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23
Mai17

A vida é feita de escolhas

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Viro para o lado esquerdo e piora a dor ciática, viro para o lado direito e imediatamente começa aquela azia monstruosa. 

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22
Mai17

Gravidez: o que omitem do poster cor de rosa #6

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Dormir. Parece um conceito tão fácil. Mas entre uma sede de camelo, em que bebo muito mais de meio litro de água por noite, as consequentes idas ao WC,  a posição, o sono leve, as contrações e pânico de entrada de trabalho de parto, por fim mas não menos fofinha: a dor ciática... Ele mexe-se muito, houve una altura que me acordava às duas e às sete, aqui não me queixo, é a minha alegria diária desde as 16 semanas, dia e noite, a mexer, só quando enfia um pé nas costelas, ou atrás da bexiga é que dói e mesmo assim a reação é um sorriso, mesmo durante a noite, basta beber água que ele quase faz cambalhotas. 

 

"Devias estar a aproveitar para dormir agora" 

A sério pessoas? Eu não sei isso? Se eu pudesse ligar um botão para dormir na loucura seis horas seguidas já o tinha feito.

 

"Olha, tens de aguentar "

O nível de conselhos está muito acima da média, adoro.  

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15
Mai17

Não quero estar sempre ligada

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Mas acabo por reflectir e ficar algo indignada com o discurso na aula de preparação para o parto. " Deixem tudo preparado, não vão querer o pai a mexer na roupa do bebé" "a sério, deixem um saquinho à parte e escolham roupa fácil que a primeira roupinha é o pai que a veste ao bebé " "quando começarem as contrações podem fazer umas limpezas que até ajuda e ficam com a casa limpa para quando voltarem com o bebé ". 

Eu optei por ter filhos com um homem adulto pleno de capacidades. porque se insiste no molde de tratar os homens como deficientes ou incapazes de tratar dos filhos? Fazem dos pais uns acessórios que estão lá para "ajudar". Já vos disse que não, não aceito essa palavra. Ele não me ajuda. Eu não tenho muita "sorte". Ele tem um papel próprio. A sorte que eu tenho trabalhei por ela, temos ambos sorte de ter um relacionamento forte, honesto, cúmplice e feliz. O que me irrita este discurso que a enfermeira repete sem perceber o sexismo gritante, a confirmação e perpetuação destes preconceitos. As mulheres são grande parte do problema. Gostam de se queixar que fazem tudo, acabam por ter relacionamentos desconectados e incompletos mas são as primeiras a educar os filhos neste sentido, a criar estes hábitos com namorados e maridos. É suposto eu ter um habilidade natural para vestir um bebé? Ou tratar dele? Ou foi imposto pela sociedade, nos brinquedos que me foram dados a ver se estimulava o meu papel. Oferecemos às meninas mini ferros, e cozinhas, e nenucos e os homens que explorem a ciência e a aventura. Azar dos azares, eu sempre brinquei com carros, pratiquei desportos mesmo dentro dos vestidinhos que uma menina devia vestir e joguei com consolas. Vamos pensar nisto. Vejo tantas mulheres que se perdem nos filhos e nas tarefas porque assim o escolheram, qualquer migalha de "ajuda"  do pai e são as primeiras a bater no peito e dizer que têm muita "sorte" e depois os filhos crescem e saem e ficam sozinhas em relacionamentos estragados pela responsabilidade que não é partilhada.  

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12
Mai17

A pélvis e a aula de preparação para o parto

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 As aulas de preparação para o parto têm banda sonora, ora são músicas de relaxamento, ora música escolhida a dedo para os exercícios. A enfermeira opta por Shakira e eu A-DO-RO! Não só porque faz todo o sentido, porque não há quem tenha melhores  movimentos de dissociação de cinturas (escapular e pélvica) ; mas, e mais importante gosto e me transporta para outra altura da minha vida. Um altura em que sair à noite com as minhas amigas era uma grande fatia da minha vida. Durante dois ou três anos, e principalmente no verão, mas quase sempre a sexta e o sábado eram dançados até de manhã. Durante um Verão, estávamos a chegar ao via rápida talvez às 3 e tal da manhã (confirma-se não só era uma boémia como sou da época antes dos tiroteios que se saía para a zona industrial do Porto) e estava a começar esta música e era tão bom, café entre conversas, uma primeira discoteca com r&b e depois VR até amanhecer. Agora adormecer às três já é uma insónia terrível. 

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12
Mai17

Aulas de preparação para o parto

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Já vão quase a meio, comecei tarde por problemas logísticos lá na instituição, vamos lá ver se consigo fazer todas. Não é informação propriamente nova, mas gosto de a ouvir, há sempre dicas, e gosto de o ver a colocar as dúvidas dele. Aliás, é dos poucos que não está ali a fazer um frete. Há sempre um ou outro engraçado, ou que vê um slide com períneo e há risinhos. A sério? Nas massagens, também olho em volta, entre o ar "estava melhor no sofá" , e as massagens abrutalhadas não sei qual o pior. A cada aula, dou-lhe mais valor, e estou mais certa da pessoa que escolhi para pai. Depois as mães. Há uma, que vai só em semanas alternadas, sai de lá quase a correr, pega logo no telemóvel e desata a queixar-se das aulas, que não servem para nada, que foi só perder tempo, não quer esclarecimento de epidural nenhum, diz que quanto menos souber melhor, e que não vai a aula de ensino dos puxos no trabalho de parto, que não há nada a saber, que lhe digam e ela puxa. Curiosamente quando fazemos os exercícios não acerta um, não consegue mover só a pélvis. 

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11
Mai17

Viver uma gravidez de risco #5

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Não conseguia passar o limiar das 7 semanas grávida (de forma consciente, faz-se o teste às 4). Agora faltam menos de 7 semanas para as 40. Penso nisto algumas vezes. Nem consigo decifrar todas as emoções que me provoca. Continuo a medo, reticente mas quase consigo tocar a realidade. 

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08
Mai17

Resumo de uma segunda feira

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Com consulta. Quase fui atropelada na passadeira à porta da instituição de saúde. Já estava quase a meio. O carro estava parado e avançou mesmo para mim. Só com muitos berros e uma guinada e um salto nosso à última não me acertou, e mesmo assim o retrovisor ficou a milímetros da barriga. A lata do grandessímo anormal que havia de bater com a testa repetida ainda que levemente numa parede foi que "não me viu". Não me viu porque em vez de olhar para a frente e para a passadeira antes de avançar sobre ela, estava já a olhar para o cruzamento a ver se não parava para virar à esquerda. Juro-vos que foi um triz, que não lhe enfiei um soco através da janela aberta, dirigi a minha raiva com um murro no retrovisor. Não sei se por isto, se pela minha hipotensão e taquicardia, se por uma sala de espera cheia e sem ar condicionado, chegada à consulta senti-me mal. 

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