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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

05
Dez16

Vizinhos

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

A primeira experiência a viver sozinha levou a que quando fui viver com ele agarrasse a oportunidade de viver num último andar. Nunca mais um primeiro andar e nunca mais perto de estabelecimentos por mais jeito que dessem. Entretanto o senhorio revelou se uma peça e aliado a ser uma casa com quase vinte anos e problemas inerentes, acabamos por mudar. A localização é óptima, excelente, o prédio é recente, gosto mais da casa. Tem pavimento de madeira na sala e nos quartos, aquecimento central e lareira. É mais pequena, mas a anterior tinha uma sala de quase 40 metros quadrados que acabava por ser menos acolhedora. Vivo no penúltimo andar, o que implica vizinhos de cima. São sempre um jogo no euro milhões, nunca sabemos o que vai calhar. Depois de um ano e meio ainda não sei com o que contar. Passo dias sem ouvir um pio do andar de cima. Mas. Há sempre um mas. Mas, num ano e meio já fizeram obras quatro vezes. Quatro. Juro que não faço a mínima ideia o que haverá para consertar, mudar, transformar. Como disse a casa é moderna. Fora as grandes obras, martelam com uma frequência absurda. Hoje a sala vibrava com as marteladas no chão ou na parede. A única coisa que me lembro é que a cozinha é enorme e a sala relativamente pequena. Mas eliminar essa parede faz-se de uma vez só. Não em quatro vezes num ano. Não consigo imaginar que estão a partir para fazer eco no largo entre o nosso prédio e o da frente. Agora estão a furar. Também furam paredes com uma frequência que me intriga. Ouvia com frequência uma senhora mais velha a cantar o fado, isso parou, enquanto um senhor mais velho tinha uns espirros épicos, também parou. Noutro período ouvia crianças, agora não ouço crianças. Durante um mês ouvi um cão, não o voltei a ouvir. Durante uns meses ouvi discussões feias, gritos, agora nada. Volta e meia o telefone toca sem parar ao domingo das 22 até à uma, ou até eu me passar e começar a bater com a vassoura no tecto. Durante umas duas semanas às 6 da manhã por mais que uma vez caía ao chão um objecto pesadíssimo, tipo uma TV. Tudo isto me intriga imenso e me irrita exponencialmente mais. 

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