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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

05
Ago19

Creche ou não creche

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O meu filho não está na creche. Os benefícios superam astronomicamente as pequenas dificuldades que vão surgindo. Como ter de meter férias quando há imprevistos dos avós. Como a falta de rigidez nos horários que interfere um bocado no já difícil sono. Sempre fiquei na expectativa com a interação com outros miúdos. Ate agora nao houve problema, gosta muito e integra-se bem, mesmo quando lhe tiravam coisas das mãos, ele soube sempre reagir. Convive muito com as primas mais velhas, e quando vamos a actividades e com os filhos de amigas que são sempre um pouco mais velhos. Nas duas últimas vezes com o menino com mais ano e meio com quem sempre se deu muito bem e que estava a passar por aquela fase de egoísmo, que lhe dizia é meu, não lhe tirava bruscamente ou empurrava . O pai do miúdo sempre muito atento aproveitou sempre para o educar na partilha e aproveitou quando quis algo do meu filho para lhe mostrar que também queria algo dos outros meninos e tinha de partilhar. Foi no início do dia e correu tudo muito bem, brincaram muito, deram as mãos no caminho espontaneamente e tudo. Continuaram a dar-se bem, o meu filho falou no amigo e ainda fala que quer ir para a praia e brincar com ele. Chegou o primeiro fim de semana em que tal não aconteceu. No sábado fomos a uma festa com um miúdo de três anos e tal que era um bocado, vá, selvagem, e cuja mãe se demitiu do seu papel. Arrancava tudo da mão de todos, adultos e crianças que não conhecia, à força, e dizia que os brinquedos que eram da anfitriã eram dele. A mãe zero palavras quanto a isto, ao ponto da miúda anfitriã com 6 anos se passar e lhe gritar: tu não sabes brincar, dizes que é tudo teu e não deixas ninguém brincar com nada. Mãe novamente zero. Este pequeno selvagem era tão bruto que atropelou o meu filho que nos diz: o menino deu uma cabeçada no cabelo do Kiki. Nós como pais, ficamos calmos mas com uma bruta de vontade de lhe enfiar um cachaço muito merecido. O meu filho que passou o dia a dizer que queria ir à festa brincar com os meninos, só brincou com a anfitriã de 6 anos e tínhamos festa no dia seguinte também: disse logo que não queria ir à festa nem brincar com os meninos. O meu filho também não tem a plena noção de filas e propriedade, não é nenhum génio, nenhum cidadão exemplar de dois anos, no entanto não empurra meninos com maldade nem lhes arranca nada à bruta das mãos e até se afasta quando os vê a vir afoitos para as coisas. O meu filho de momento (e eu sei que são fases mas terei de o educar na altura) é que está correto, ele está bem mas tenho de arranjar maneira de lhe dar ferramentas para saber agir nestes momentos, porque não estando em creche não está habituado a estas situações e quando são normais só lhe fazem bem. E acabou por no dia seguinte ter um momento normalissimo de irem todos para um escorrega e haver aquela fase desajeitada de quererem subir três miúdos ao mesmo tempo e ele não quis andar mais e quis ir brincar com lápis de colorir, acabou por fazer uma birra a seguir (como eu gosto dos terrible twos) e demorar a querer brincar novamente com os meninos e até chamar os nomes dos meninos como é de seu costume. É uma situação nova que tenho de aprender a gerir e a lhe dar ferramentas para saber lidar também.

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25
Jul19

Trabalhar no público é uma maminha

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não fui “descongelada”, e não vou ser. O anúncio do Costa foi uma grande mentira eleitoralista perigosa, porque para além de nos prejudicar ainda coloca uma vez mais o público mal informado e contra uma parte de pessoas que trabalham. 

 

Sou contratada. Quase nenhum contratado foi descongelado, e pelos vistos não vamos mesmo ter direito a isso. No meu caso 13 anos vão para o lixo, mas há casos de 18, 20, 25. Que não contam. 

No meu caso foram 13 anos em que não pude concorrer para subir na vertical, em que nunca subi na horizontal. 

Nestes 13 anos sofri as sobretaxas, perdi subsídios de férias e de natal. Perdi 10 mil euros em 13 anos. Sem contar com a ilegalidade do meu ordenado não ser o mesmo que qualquer outro profissional com as mesmas habilitações e nisso perdi mais de 40 mil euros nestes 13 anos. 

 

Porque fico? Estou a 5 minutos a pé de casa. Investi 6 anos de formação universitária, 1 ano formação específica e incontáveis formações, 13 anos de exercício e estou na parte mais completa da minha profissão, onde tenho mais áreas de actuação e a parte que mais gosto. Se compensa? Não. Mas tenho contas a pagar e pouca energia para mudanças uma vez durmo uma média de 5 horas por noite há dois anos, e os dois anos anteriores foram focados em engravidar e manter a gravidez que foi de risco. 

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16
Jul19

Senhor do seu nariz

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vamos lá, já chega de banho. 

- não, não. Qué ficá no banho a bincá com o tapadué (Tupperware) e guegador ( um regador brinquedo de banho) . Deixa o menino, mamã. 

 

E tem dito. 

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15
Jul19

Cadeira auto: o pesadelo

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tenho tido muitas visitas nestes posts, pelo que decidi contar-vos um pouco mais da minha experiência e modo de decisão.

 

o meu filho odiava o ovo. Dos dois meses e tal até aos seis talvez era a única altura em que berrava a plenos pulmões. Comprei a capa de verão, aeromoov que melhorou mas passei meses de suplício. Tinha imaginado passeios a dois na minha licença e as viagens de carro faziam-me suar em antecipação e desesperar durante. A escolha de cadeira seguinte teria que ser bem pensada. O marketing é completamente irresponsável e os requisitos legais são um perigo. Achei que queria uma cadeira que durasse mais por causa do investimento e porque se apresentavam como seguras e cumpriam a legislação. Depois vi a cadeira da bebé comfort com airbag e achei aquilo o máximo e o marketing ajudava. Sempre que procurava o selo adac não o encontrava e achava estranho, e cada vez que pesquisava encontrava imensas cadeiras que só se instalavam viradas para a frente. não queria mesmo virada para a frente mas também não queria contra marcha exclusiva porque não sabia o que me esperava do pequeno e se gritasse como em bebé por estar virado para trás não queria ter de gastar outra vez muito dinheiro. Achava que queria a partir dos 9 kgs, e o certo é que já fez dois anos e só agora poderia andar nessas de supermercado virado para a frente, mas nem precisaria de ver testes, é muito pequeno e frágil. Andava sempre a ver promoções e características para ver se gastava menos dinheiro até que pedi para aceder ao grupo de viagem segura e contra marcha estendida. O mais seguro é contra marcha até aos 18/ 25 kg por causa do pescoço e ancas principalmente. Como o percentil dele é muito baixo acabei por escolher até aos 18 kg. Gastei menos até que em cadeiras pouco seguras e com testes desastrosos mas claro que muito mais do que numa de supermercado. Caí no erro de comprar uma zippy para o carro dos avós por causa do marketing e informação dúbia, só fazia contra marcha até aos 10 kgs (percebi isto depois na instalação) e era recomendado pela deco - a deco não faz testes independentes e recomenda cadeiras sem segurança comprovada. Não parei de procurar informação e percebi isto, então Andou lá uns três meses em contra marcha em viagens pontuais e não descansei enquanto não comprei uma cadeira mediana que faz contra marcha até aos 18 kgs, a joie Stages (a diferença de preço desta cadeira que tem teste e faz contra marcha até aos 18 kg e uma de supermercado são 60 euros). 

 

Resumindo e concluindo: andou no ovo até aos 18 meses, passou para a cadeira que é super prática e confortável. Anda nos dois carros em contra marcha, não faz a mínima ideia que ir virado para a frente é uma opção. Vai super bem disposto e até me diz o que vai vendo pelas janelas e sabe que pelo espelho nos consegue ver. Em termos fisiológicos é muito melhor para ele ir com as pernas pousadas no banco do que ao dependuro, tem imenso espaço e mesmo que fosse alto teria imensas formas de colocar as pernas. Já ouvi todo o tipo de perguntas e comentários estupidos por ir virado para a trás mas a estatística não mente: em cada 100 crianças em acidente - viradas para trás em oito há problemas graves; viradas para a frente sobe para 40. A questão do coitadinho que vai virado para trás é apenas e só cultural. 

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15
Jul19

Teste Adac a cadeira apramo all stages

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uma vez mais, cadeira que cumpre a legislação e está à venda como sendo segura. 

Num teste independente é isto que acontece: 

Ps: ha cadeiras testadas e comprovadamente seguras a 160, 190  (com Plust test) a 200 euros. Esta custa 300 euros e pelo mesmo preço também há com testes independentes e até aos seis anos. 

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09
Jul19

A FESTANÇA

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Como é que foi a festa, perguntam vocês? E eu estou aqui para responder. 

O tema deste ano foram os animais da selva com uma vibe tropical/safari. Encomendei tudo com bastante antecedência pelo aliexpress e ficou baratíssimo. Decidi o que queria e lá rumei ao pinterest e procurei imagens como queria e acreditem que lá tem tudo. Todas as imagens do post são de lá. 

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A mesa principal era exactamente isto que queria e assim foi: mesa de madeira, comprei uma hera artificial, uma guirlanda de animais ao invés do nome como na imagem, individuais de ráfia, tábuas de madeira e estes géneros de pratos de um corte de árvore , tudo o que já usei o ano passado mas na minha mesa de exterior e sem toalha. Tudo muito simples: jogo entre madeira e verdes, apenas usei uma toalha verde numa mesa redonda tipo camilha e na mesa das crianças o papel crepe verde. 

 

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Voltei a comprar um painel personalizado no aliexpress deste género, ficou-me por seis euros. Nos quinze dias prévios à festa coloco tudo na mesa para ver como fica, se me falta alguma coisa e se é preciso trocar alguma coisa. No ano passado foi quando percebi que tinha de trocar a toalha plástica, tirava toda a pinta e tirava toda a imagem que queria. Não é preciso gastar dinheiro extra nem nada, mas gosto de imagens cuidadas e os pormenores interessam e às vezes toalhas ou pratos plásticos estragam tudo. 

 

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A mesa das crianças estava ao nível delas para se poderem servir à vontade e era muito neste género mas a palete foi emprestada e estava pintada de branco, mesa branca e papel crepe verde baratíssimo para dar cor e servir de toalha. Também tinha balões da cabeça de vários animais da selva além dos balões normais com os padrões. Tinha opções saudáveis para eles, pão com queijo, frutinhas em pacote, queijo cortado, água, e fruta; assim ficou ao critério dos pais o que eles comem porque claro que havia doces com fartura. Tinha um cantinho de brincadeira para eles à semelhança do ano passado, desenhos para colorir e o quadro branco e de ardósia. A ideia era ter comprado o escorrega e baloiço a tempo da festa mas não conseguimos, os dois meses que precederam a festa foram duríssimos em termos da saúde dos adultos das famílias, andávamos cansadíssimos mesmo para o nosso padrão de cansados. 

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Na mesa secundária havia balões neste género que acho giríssimo. A mesa secundária tinha um mini tapete de relva que comprei na tiger e a mesa tem mais de vinte anos, era a mesa de cozinha da minha mãe que me deu para viver sozinha e nessa altura pintei o tampo de verde: perfeito. 

 

 

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O bolo de aniversário foi exactamente assim: super simples, pão de ló e chantili com animais da selva em cima e não como na imagem. Ainda tinha o topper com o nome personalizado do ano passado, apenas cortei o balão de ar quente. 

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Fiz um bolo assim para a mesa principal e ficou tão lindo, não estava assim tão carregado no topo, tinha menos coisas e do nosso jardim/horta: alecrim e alfazema e com morangos. 

 

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Dentro do tema adorei estas palmeiras de fruta, foi ele que fez e resultou mesmo bem. 

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Estas bolachinhas foram feitas por família e além de lindas e óptimas compuseram o tema e serviram de lembrança da festa, junto com uma borrachinha em forma de animais e dois pápis de cor numas caixinhas lindas também do aliexpress (12 por 3 euros). 

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Comprei um segundo painel com animais enorme por 6 euros também e cortámos os focinhos para servir para photobooth que fez delícias de crianças e adultos!

O matchy-matchy de pais este ano foi ele num macacão mostarda com animais em preto da primark com uma t-shirt cinzenta da h&m com animais em colorido e nós com blusa/t-shirt em camuflado :)

 

De resto foi uma festa normal, estes foram pormenores giros dentro do tema e apresentação cuidada: sandes, pudim francês e bicos de pato que fazem parte da minha  infância,  moelas, bifanas, bolinhos de bacalhau, caldo verde para os resistentes, não foi nenhum trabalho descomunal, foi giro e não nego que fico sempre muito orgulhosa porque tenho sempre perguntas de quem fez e como fiz aquilo eu. 

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28
Jun19

A sociedade e os filhos dos outros

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a ilustração perfeita em duas situações com um ano de diferença, na mesma pessoa, sem filhos. 

Não sei se os pais e mães desse lado sentem o mesmo, não há situação que se conte que não haja alguém a sugerir que o correcto é *exactamente* o contrário do que vocês contaram ou fizeram. 

Bom, jantar de aniversário de um amigo, bebé com oito meses, a falar com uma amiga que é tia e o sobrinho dela está lá também e tem dois anos e pouco: 

passou o tempo todo a alternar entre colos, sempre irrequieto, a rir-se e a brincar com o brinquedo dele e com o que podia. Nessa altura raramente usava ecrans com ele e não usava nenhum telemóvel. Pega no seu smartphone e põe um vídeo de YouTube, ao qual ele não liga nenhuma. “Ai não me digas que és daquelas mães que usa cronômetro e não usa telemóvel nenhum” - inserir cara de nojo. O sobrinho passou o tempo todo no tablet da chicco. 

 

Ano seguinte, mesmo restaurante completamente baby unfriendly, portanto deixamos o bebé agora com um ano e oito meses com a avó. Então não trouxeram o bebé: porque é a uma hora que está perto da hora de dormir dele e não tendo com que se entreter e já andando, quieto 15 minutos (que era o máximo que ele se entretinha e só usávamos para os dias muito chatos de comer) só mesmo com telemóvel. “Ah, o YouTube kids tem cronômetro, é fácil controlar o tempo que usam os ecrãs, faz-lhes muito mal, ecrãs é para evitar de todo até aos dois anos. Olha para eles entretidos sem tecnologia.”  O sobrinho de três anos e pouco tinha as primas com quem brincar e levou uns puzzles e umas coisas para desenhar, mas manteve-se assim porque tinha lá as duas primas que o ajudaram a entreter. 

 

Pessoas 🤷🏻‍♀️

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23
Jun19

Registar, registar, registar

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ao rever o primeiro ano, percebi que vou esquecendo umas coisas e confundindo outras. Agora dança a sério, mas já não me lembrava que sempre se abanou mal ouvia música, por exemplo. 

Sabem aquelas pessoas que não sabem brincar com bebés? Que para elas brincar é irritar a criança para vê o que acontece? God, que me cansa e me irrita a mim, vou começar a fazer-lhes o mesmo. Ainda bem que o meu filho é um despachado e já lhes responde dizendo:

- deixa o menino (risota total quando usa isto) 

- não faz isso, 

- e quando não resulta grita: larga! 

Meu rico filho, mais discernimento que adultos com filhos eles próprios.  Se bem que usa o larga comigo, quando o quero levar para trocar a fralda: larga mamã, e tenho tanto me querer rir como de alto lá que quem manda sou eu.

Tenho tentado gerir as birras e li que se deve nomear as emoções para os ajudar, e ele já usa, quando quer qualquer coisa e não lhe dou, diz-me: oh está chateado. 

Quando não sabe o nome das coisa diz-nos: qué dito (quer isto). 

Conta-me tudo o que acontece quando não estou: o papá assustou com barulho, o papá ralhou. Mas ao contrário não o faz . Por falar em contrário conhece o conceito do contrário, quando não acerta com os brinquedos diz: é ao contaio, e lá roda até funcionar.

 

 

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19
Jun19

Rever o primeiro ano

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Ontem andei a ver vídeos, cara mais gordinha, muito trôpego a andar, já adorava dançar, muito energético e sempre a brincar e a rir :) 

 

O meu amor fez um ano! O amor do qual nasceu, esse já tem mais de sete. Mas este é um amor diferente. Um amor incondicional, máximo, bonito, que cresce a cada dia. 

 

Perdi toda e qualquer noção de tempo com o nascimento do meu filho. Tenho dificuldade de me lembrar como era a minha vida sem ele. E que bom que é. O máximo que estive longe dele foram 10 horas.

 

Este mês ele deu outro salto, em dois meses cresceu 5 centímetros. Mais um dente: já vamos em 7.

 

Já temos gravado direitinho mamã e papá, e ouço as gravações várias vezes ao dia...

Sabe o que são os olhos, perguntamos e pisca-os várias vezes, também sae o que é o nariz, aponta com a parte de trás da mão quando perguntamos onde está o nariz. Tenta calçar as meias e sapatos, claro que não consegue, e quando desiste pousa-os em cima do pé: "close enough".

Aprendeu a palavra caca, sem que lha tenha ensinado propositadamente. Também diz "vá": anda sempre a fugir-nos e dizemos vá, volta para a sala, pelo que começa a fugir e vai a dizer vá pelo caminho. Está muito perto de andar sozinho, corre os móveis agarrado, já só precisa duma mão nossa para andar e fica uns segundos sem estar agarrado a nada em posição ronaldo-antes-de-um-livre; já dá uns passinhos tímidos quase "sozinho" connosco a agarrar a t-shirt nas costas. Repete palavras simples ou sons simples: em homenagem a Seinfeld repete yada yada yada. Repete pequenos sons de músicas. Faz os sons dele, às vezes parece um indiano a falar: dum, gli, gle, dê. Continua a adorar histórias, pede para lhe contarmos histórias e fica muito atento a ouvir. Repete gestos que significam palavras: digo muito grande e abre sempre os bracinhos. Provou açorda, feita com pão sem sal e gosta muito. Ao domingo continuo a deixar que coma regueifa, afinal de contas é portuense.

 

Tenho um menino muito bem disposto e lindíssimo, tem as mesmas feições desde o primeiro dia de vida, teve sempre feições definidas , não é o bebé típico (vamos já apostar aqui que se assim fosse ia achá-lo o mais lindo do mundo na mesma), mas a verdade é que foi sempre muito atento, olho bem aberto e sempre fez muita companhia e exigiu muita atenção e estímulo.   

 

Temos muita sorte, agradeço que este pequeno nos tenha escolhido para o guiar na vida, espero estar sempre à altura. Tenho uma sorte incrível da quantidade de horas que passo com ele. Escolhi viver onde vivo porque considero que tempo perdido em trânsito e engarrafamentos é qualidade de vida desperdiçada. Demoro menos de 10 minutos até ao meu local de trabalho, o que me permite estar com o meu filho perto de seis horas, até à sua hora de dormir (21h). Na minha opinião o desafio consiste em aproveitar cada dia e lhe ir dando experiências novas e muito tempo de brincadeira. Não olhar para um filho como a lista de tarefas desse dia: trocar fraldas, banho, refeições mas sim olhar para essas coisas e aproveitar para o ensinar. 

 

Contei-vos a odisseia do parto e o que levei na mala de maternidade

 

O primeiro mês foi uma descoberta, e como vos disse foi a minha parte preferida: só existiamos nós, e nada mais interessava, estava tudo completamente disponível para ele e os seus horários. 

 

Ao segundo mês já fiquei sozinha com ele, cheia de medo, mas correu tudo bem. Entretanto neste ano já estive mesmo um mês inteiro sozinha com o pequeno porque ele esteve fora para trabalho. Muito cansativo mas provou-me que consigo. 

 

Ao terceiro mês veio o pico de crescimento e o bebé ganhou pilhas duracell, nem a mamar estava quieto, trepava por mim acima e apeteceu-me deixar de amamentar muitas vezes. 

 

A amamentação foi difícil dos três aos seis meses, ele não parava quieto, ainda que sempre bem disposto, era difícil dar de mamar, tive que o fazer em pé a maioria das vezes. Aos cinco meses começou a sentar-se sozinho.

 

Aos seis meses veio o primeiro dente e pouco foi para a avó, e de repente a amamentação melhorou exponencialmente. Vinha cheio de vontade de mamar, e mamava vinte minutos quietinho mal chegava ao pé de mim. Foi de passarmos a estar algumas horas separados e acabou por ser muito mais fácil para mim e me dar descanso durante a amamentação. 

Aos sete meses descobriu os polegares e começou a usá-los nos objectos que já rodava desde os 4 e batia um no outro desde os 5 meses. Também começou a usar os dentitos para me trincar...

Logo no início dos oito meses (fim dos 7/início dos 8) começou as primeiras palavras: olá e mamã. Também aprendeu o não (com algumas birrinhas) e começou a levantar-se sozinho e a pedir colo, foi um mês em grande

Aos nove meses começou a fazer as coisas a pedido: as palmas e o adeus que aprendeu aos 6 meses. Aliás ao acordar já batia palmas de feliz. Felizmente sempre nos acordou bem disposto. 

Aos 10 meses começou a dar turrinhas, saltar, dançar, fazer cavalinho, começou a dizer ai-ai-ai-ai e foi quando começou a gatinhar. 

Aos 11 meses começou a caminhar agarrado a móveis sozinho, andar em volta da sala entre gatinhar e andar. Adora histórias e ajuda a vestir-se. 

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17
Jun19

Quase nos dois anos

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Tentarei, quase de certeza sem sucesso, não recorrer a clichês. 

Passou num instante, dou por mim a rever fotos ou vídeos antigos, nos quais achava que estava grande ou não parecia nada um bebé, que tonta. Lembro que via bebés desta idade, (e permito-me a palavra em jeito de despedida da fase de bebé), e achava que só podia ser mais simples, que lá sabiam essas mães dos meus desafios. E agora vejo, como verei sempre que os desafios vão sempre se alterando e que cada idade tem os seus. 

Tenho um menino muito feliz, que adora cantar e dançar e que já samba -literalmente - na cara das inimigas aha. Nem imaginam os passos de dança que já faz. Um menino que adora aprender mas que no meio da sua sabedoria já me corrige, se me engano nas pombinhas da Catrina, corrige. Também teima, sabia o que era a sombra, o sol, e o vento. Agora chama vento à sombra, mas chama vento ao vento, e tentem corrigir ou ensinar: não! Não é! metade do que diz é não: assim não, não. Ele manda: a mamã veste o pijama, a vovó dá a fruta, o papá empurra o triciclo ( titiclo), sabe bem o que quer, como quer, e de quem quer e lá vai mandando em todos. Conhece os números até 10, as letras todas do abecedário que adora, as cores, as formas: triângulo, quadrado, circulo e pentágono (pintango) . Adora a patrulha pata e vê pedaços de episódios, que recita antes de dormir (a pedidente goodway isto, o capitão turbot aquilo). Rio muito porque tudo é uma coisa: qué vé uma coida ali. Adora regar a relva e a horta, mexer na terra e pede a toda a hora: qué guegar a água, a guelva, a apace. 

Corre para todo lado, ou pelo prazer de correr e lá faz piscinas entre a sala e a cozinha. Os terrible twos já ca cantam, e acorda algumas vezes com o toco, chora porque quer ir ao chão, depois chora porque o pousei no chão. Faz parte. Também está a passar uma fase extremamente gira (not) de nos atirar com tudo, vai para o castigo, na cadeira da papa, “oh a mamã galha (ralha), potou mau”, mas passado uns minutos começa a cantar os parabéns sozinho e vai até ao fim, com palmas e bupa (bufa) e temos nós de nos controlar para não rir e para ele que está ali de castigo. As noites continuam complicadas com avanços e recuos, o desmame está a ser gradual e sem choros e também avança e recua. Come muito bem sopa e o que gosta, mas só prova coisas novas por iniciativa dele e resiste a tudo novo, com calma e muito devagar conseguimos que varie (pouco).

 

É tudo tão bom, sou tão agradecida, é um menino mesmo amoroso, que pede e da beijinhos, que faz mimo, que está a brincar, pára, vem a minha beira só para se encostar ou receber um beijinho e logo volta a brincar. É um sonho. 💙

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