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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

19
Mai16

Não é que não me lembre disto todos os dias. Que lembro

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Todos os dias. Já lá vão algumas centenas de dias. Pensei que tinha mandado esta merda para incinerar. Guardei no fundo de um armário. Como faço todos os dias à memória do que se passou. Arrumo na minha cabeça, e passo uma cassete cor de rosa, optimista. Sigo o meu dia. Penso nas outras coisas. Mas já me tinha esquecido que tinha isto em casa. Aqui estão talvez 50 seringas de enoxaparina, 50 provas do insucesso terapêutico. Todos os dias, sempre à mesma hora, injectava em lados alternados do abdómen, às vezes lá doía mais, e retraía, obrigando a nova picada, completamente desaconselhado. Muitas vezes, e do lado direito lá ficava um hematoma grande e feio para marcar o sítio da picada. O que repetirei numa próxima. Este e os outros medicamentos. 

 

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18
Mai16

Já nos aconteceu a todas

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Eu acrescentaria: Cenário ao acordar quando nos decidimos deitar sem retirar a maquilhagem.

 

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18
Mai16

Espreitem

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Ontem, a convite d'O Cliente, estive aqui. Obrigada.

 

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16
Mai16

Notas soltas

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Às vezes dou por mim a pensar onde estaria a nossa civilização se nunca se tivesse perdido conhecimento. Estaríamos melhor? Se trabalhássemos sempre a partir do ombros dos gigantes que nos antecederam. Arquimedes, Ctesíbio, entre muitos outros. 

Grandes invenções, métodos, se foram perdendo e tiveram que ser reinventados, por vezes, séculos depois, alguns casos um milénio depois. 

Se a religião não tivesse interferido com a ciência. Se a biblioteca de Alexandria não tivesse sido destruída por incêndio. Se certas civilizações não tivessem desaparecido junto com o conhecimento que acumularam. 

As maravilhas do mundo antigo fascinam-me. Sou uma curiosa, adorava fazer uma grande viagem e ver de perto uma boa dúzia senão mais. Temos tendência a achar que, por exemplo, há dois mil anos era tudo rudimentar mas na verdade ainda comportam segredos de processos para construir monumentos que ainda hoje olhamos com fascínio. 

 

 

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15
Mai16

Futebol

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Ando alheada, já gostei muito, ia ao estádio, via os jogos no café, em casa. De repente cansei-me, dinheiro a mais, importância a mais, corrupção a mais. Ciclicamente acontece-me. Não faltam outros desportos mas pelo telejornal, de todas as estações, não o saberia. Esta semana, especialmente, há futebol em todas as esquinas, redes sociais, aqui nos blogs. Não quero saber, não tenho interesse e não tenho como não ler sobre isso. Deve ser assim que quem não vê Game foi Thrones se sente aqui com o meu blog.

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14
Mai16

Viver junto #4

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é ele entrar de guitarra no quarto a cantar-me O pica do 7.

 

(Nasci e cresci no Porto, tinha passe e andei no 7 incontáveis vezes.)

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13
Mai16

Destaque

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O Sapo viu que estava a ter uma semana, à falta de termo mais colorido, desafiante e destacou-me uma situação, ainda que embaraçosa me faz rir. Até porque em privado me acontece com uma frequência maior do que gostaria de admitir.

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Obrigada! Mesmo assim, e nunca fiando, hoje sendo sexta-feira treze, não vou sair de casa, a não ser para o estritamente necessário. E ao atravessar a rua, que por acaso até é no acesso da auto-estrada vou redobrar o cuidado. Até porque esta semana, além da vizinha maluca da garagem, já tive que comunicar por código morse com o vizinho de cima, que à uma da manhã estava a martelar o chão? Pancadas de Molière? Numa fúria de destruição da casa? 

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12
Mai16

Tenho um super-poder

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Nem sei como nunca vos tinha dito isto. Há toda aquela coisa do super-herói querer conservar a sua identidade. Talvez tenha sido por isso. E na banda desenhada e nos filmes o disfarce é quase sempre terrível, uma míni-mascara que só tapa os olhos, no caso do super homem é só tirar os ósculos e fazer um caracolete com a repa. Mas isso é o caso dos super poderes fixes, que são efectivamente úteis.

O meu super poder é completamente irrelevante.

Eu detecto, em qualquer lugar, ajuntamento, ou fila, quais os indivíduos que vão fazer algum tipo de coisas de esfrangalhar os nervos à malta, e custar tempo aos demais. Não falha. Quer seja serem conversadores de coisas inúteis em filas giras como segurança social, ou finanças, em que a perda de tempo já é mais de uma hora. Eles bufam e bufam, mas chega â sua vez e têm todo o tempo de mundo para gastar a falar do gato do vizinho. Quer seja o indivíduo que não levou o documento necessário para a situação em concreto e vai tentar contornar a coisa, gastar uns bons 15 minutos de latim para nada, porque é mesmo necessário. O engraçado que escolhe a fila mais pequena e tenta tratar do assunto que não é dali a todo o custo. O distraído que tem meio mundo atrás dele, mas faz tudo a passo de caracol. A alma que não sabe onde tem os papéis que a fila de uma hora já lhe deu oportunidade de reunir. A criatura que só quer fazer uma perguntinha, mas que quer é despachar-se sem ter de esperar. O esperto que vai tentar furar a fila, porque claro está acima da reles plebe que é o resto do mundo (na sua cabecinha apenas). 

O meu super poder é este. Identifico estas almas todas antes de prevaricarem. Qual a utilidade disto perguntam vocês. Nenhuma, a não ser acicatar-me o nervoso miudinho. 

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11
Mai16

Cada tiro, cada melro

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Que semana, mês, ano. Ultimato para 2016: ou te decides a melhorar ou faço greve e só falo com 2017. Já não chegou tudo o resto? O fisco quer esclarecimentos que não me deve querer pagar, embora o reembolso nem os milhares que gastei em saúde compense. A vizinha, que vem cá duas vezes por ano visitar a mãe por meia horita, e aceita a minha ajuda para lhe empurrar o carro, viu o meu no lugar dela, a única vez que aconteceu este ano, e por pouco, que Ele saiu à pressa para uma reunião às 20 horas, decidiu chamar a polícia por tal grave crime, subir ao meu andar e bater à puta da porta é que não,. O microondas avariou. Eu, depois de uma TAC e porque ando com hipotensão saí de lá abananada e deixei cair os óculos, riscando-os, agora tenho um risco mesmo no centro do olho. Pó caralho, 2016.

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10
Mai16

Mãe é mãe

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Motivada pelo dia da mulher, escrevi este texto. 

Hoje, encontro no público um texto duma vizinha aqui do sapo que partilha da minha opinião, afinal não estou sozinha. 

 

 

Li tanta tanta coisa tonta que até fiquei abafadinha dos olhos. Para começo de hostilidades discordo fundamentalmente das prendinhas, florzinhas e jantares com o mote do dia da mulher. Para mim, e sublinho para mim, este dia não é nada disso. É uma triste lembrança das lutas que foram precisas para chegar até aqui, e aqui em Portugal, e do que há ainda para fazer em países como nosso. A desigualdade ainda está viva e de boa saúde. Com a pressão para engravidar, nos empregos, com a falta de oportunidades de progressão, com os ordenados desiguais. Com coisas muito simples de que uma mulher não é assertiva, é mandona, é um cabra, e um homem nas mesmas condições é um líder. Como se pode ver nas presidenciais americanas em que a Hillary Clinton é publicamente acusada de ser esganiçada e gritar, e nada é dito aos homens, querem ver que o Trump não grita, esbraceja, atira água e ainda fala no tamanho do seu pénis e nada é dito acerca disto na imprensa. Mas principalmente do que ainda se passa em tantos países do mundo, em que as meulheres não gozam de uma cidadania plena de direitos. Desde o super mulheres, especiais, rainhas, princesas, deusas, melhores, mais completas devido à capacidade biológica de gerar um filho e amamentar. Nada mais absolutamente tonto do que a mulher é melhor porque gerou vida e amamentou. Estúpido mesmo. A roçar a ignorância, há mulheres inferteis, há mulheres que escolhem não ter filhos, há mulheres que escolhem adoptar, há mulheres que escolhem não amamentar. Há mulheres que dedicam a vida aos outros, e são por isso quê, menos mulheres? Limitar ou engrandecer uma função biológica predeterminada deve ser do mais redutor e mais contra a igualdade de género que já ouvi. Conseguem engravidar sozinhas? Quer parecer-me que não. Sem um homem não vão lá, não nos reproduzimos por gemulação. Mãe é mãe. Pai é pai. Filho é filho, tio é tio, and so on. Argumento parvinho de todo. Quantas são más mães, ausentes, egoístas, castradoras, que abandonam e maltratam os filhos? Quantas mulheres são as únicas culpadas pela falta de ligação do pai ao filho, que não lhe permitem exercer o papel de cuidador de forma igual? é preciso fomentar a ligação do pai ao filho e permitir que saibam rotinas, necessidades, é preciso também que saibam libertar o controlo do filho. Querem fazer tudo nos primeiros anos, depois o cansaço abate-se sobre elas e passado uns anos estão a atirar esse cansaço e controlo exclusivo como arma de arremesso em discussões. São estas coisas parvoinhas que dão cabo do dia da mulher e não há um único ano em que a utilidade do dia não seja posta em causa.

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