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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

26
Ago17

Paralelos

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O tempo que eu demorava a adormecer é agora o tempo que eu tenho disponível para dormir.

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25
Ago17

desmontar argumentos tipificados

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Há coisas mais importantes.

 

Não o há sempre? A não ser que se fale de vida e morte, ou necessidades básicas, não há sempre coisas mais importantes? Que raio de argumento. Prioridades,são isso mesmo, prioridades, não implicam que nos foquemos apenas num aspecto da vida. As prioridades são uma coisa curiosa. São uma construção socio-cultural e como tal variam, além de que são uma construção pessoal, variam em todos nós, daí que ache estranho que alguém ache que as suas prioridades têm de ser as do mundo. Se eu defender a vida de golfinhos, quer dizer que condeno a morte de elefantes? Se eu me associar a causa de sem abrigos, sou contra os direitos dos animais?  A mais comum, se eu defender os animais quer dizer que não me importo com as pessoas?

 

O argumento das coisas importantes é muito perigoso. Porquê? Porque é muito versátil. Nos EUA, no fim da escravatura, podiam os negros não ter direito a voto, porque afinal há coisas mais importantes e até nem eram escravos. O mesmo para o direito ao voto nas mulheres. Não havia coisas mais importantes? Como literalmente o saneamento básico, e as doenças. 

 

Por esta linha de pensamento não se subsidiava artes nem desporto. Porque afinal há pessoas abaixo do limiar da pobreza e vai haver sempre. Não havia programa espacial, espectáculos, hobbies, férias. Um sem número de tecnologia que nos facilita a vida e nos entretém desapareceria, porque afinal há coisas mais importantes. 

 

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25
Ago17

O parto

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Dia de consulta das 40 semanas. Fim de tempo. Lá fui à consulta, mum momento em que as viagens de carro se tinham tornado em tortura terrível, tinha de fazer a viagem quase deitada e mesmo assim com dor de costas e ciática, mais o desconforto de estar de barriga para cima. Nas últimas três semanas todo o povo estava cheio de pressa, apostas, insistências parvas: tens de andar a pé, muito! Come picante! Sobe escadas! Pessoas, muito menos, vocês têm pressa, mas o filho é meu e eu não tenho pressa absolutamente nenhuma,o bebé está bem, consigo viver com o desconforto e nem sequer estou em condições para caminhar sozinha, numa das vezes que fui tomar o pequeno almoço ia correndo mal. Mais: uma gravidez de termo são 40 semanas, o bebé fica mais forte a cada semana, por isso não tinha pressa. Continuando, dia de consulta, tudo como devia, uma dilatação mínima e uma tortura da médica, com o seu toque; combinamos nova visita depois do s. João se não entrasse em trabalho de parto. Vim para casa, e tive este pequeno encontro. Comecei a jantar e começaram as dores. Com intervalos regulares. Achei que tinha rebentado a bolsa amniotica, tomei um banho e fui para a urgência. Chegada à urgência lá fui fazer o ctg sozinha, com ele em stress do lado de fora. Resultado: vamos lá para a sala de parto, a adrenalina no máximo. As contracções apertaram ainda mais, de 7 em 7 minutos, tornando-se muito mas muito dolorosas. Onde está a anestesista com a epidural? Uma a dar anestesia a uma mãe em trabalho de parto que foi prioridade porque tinha dois filhos e se previa um parto mais rápido. A outra anestesista? A outra anestesista foi chamada de urgência e teve de acompanhar um doente numa transferência. 

 

(mais sobre o parto no próximo post) 

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24
Ago17

Quantas horas de sono já perdeu desde que o seu filho nasceu?

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Hoje encontrei uma notícia no sapo com uma calculadora para determinar quantas horas de sono já perdi. O resultado foi assustador. Em dois meses já perdi 13 dias de sono. Sim, dias, leram bem. 306 horas. Querem assustar-se também? Sigam este

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24
Ago17

A porto editora meteu a pata na poça em grande

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 A desigualdade está tão enraizada que se torna um reflexo involuntário. Quem tem responsabilidade na educação tem necessaria e obrigatoriamente de saber melhor e fazer melhor. 

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24
Ago17

Aplicações úteis sobre bebés para smartphone

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As primeiras semanas são exaustivas, senti como se tratasse de um longo dia e não como dias separados devida ao sono partido e à privação de sono. A dado momento confundia os dias, tinha que colocar alarme no telemóvel para amamentar. Comecei por manter um diário sobre o bebé, o que tinha acontecido, quantos cocós, como foi o dia. Há sempre maneiras melhores, e foi aí que entrou esta aplicação. Qualquer que seja o tópico: hºa uma aplicação para isso. Se temos acesso a tecnologia vamos usá-la da melhor forma. Glow Baby, vão por mim. Salva-vidas! Duração da amamentação, que mama, biberão, quanto leite se tirou com a bomba, quanto tempo dormiu, tudo o que se possa precisar. Mais: artigos sobre temas úteis e forúns de mães. Sou utilizadora desta família, o Glow para mapear o ciclo menstrual e que ajuda a engravidar, o Nurture para a gravidez, e agora o Glow baby para ajudar com o bebé. Mostra o crescimento com os gráficos, os marcos de desenvolvimento, o resumo de cada dia, os padrões, roxo para dormir, amarelo para amamentar e o xixi e o cocó. 

 

 

Outra aplicação muito útil é o Sono do bebé, que tem sons de ruído branco que por vezes ajudam a acalmar o bebé, ou a dormir. Inclui sons como aspirador, secador do cabelo, entre outros. 

 

Por último, uma aplicação paga, mas que considero muito útil. Wonder Weeks, onde se prevê as semanas mais agitadas do bebé, quando passa por saltos no crescimento e/ou desenvolvimento. Esta aplicação explica quais as ferramentas cognitivas que o bebé está a aprender, qual a sensação para ele e ajuda a lidar com elas.

 

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23
Ago17

mala de maternidade

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Hoje trago-vos a minha mala de maternidade. Pesquisei bastante e o que levei foi essencial e facilitou imenso a estadia, ainda que curta, no hospital. Não stressem, porque o pai pode sempre ir buscar o que for preciso. Entre cuecas descartáveis e cueca fralda, sem dúvida alguma que cueca-fralda E pensos grandes nocturnos, é muito mais confortável.

 

Sala de parto (num saco laranja para ser bem visível):

  • Mãe: camisa de dormir de amamentação, havaianas, cueca-fralda E penso de incontinência, conchas para leite.
  • Bebé: fralda de pano, fralda, bodies, meias, fato/pijama, manta, gorro. 
  • Ele: máquina, água.

Mãe:

  • livro de grávida e exames;
  • 2 camisas de amamentação ou com botões, 1 pijama com botões;
  • havaianas;
  • robe;
  • conchas de amamentação;
  • soutiens de amamentação;
  • compressas/discos de aleitamento;
  • bb cream: é creme hidratante e dá alguma cor;
  • toalhitas de rosto;
  • champõ seco;
  • baton do cieiro;
  • toalha;
  • artigos de higiene;
  • elásticos e escova;
  • água termal;
  • prancha de alisamento que não precisei porque só usei o champõ seco;
  • roupa confortável para a saída.

Bebé:

  • Fraldas;
  • Fraldas de pano;
  • Toalhitas ou compressas;
  • Manta;
  • Bodies: só comprei de apertar à frente, não entendo os outros, estes são muito, mas muito mais práticos (organizar as roupinhas em sacos prontos a usar: levei alguns de pano e outros em sacos de congelação);
  • Pijamas;
  • Meias;
  • Gorros;
  • Toalha;
  • Não levei artigos de higiene cosméticos, até às três semanas o banho foi só com água;
  • Bolsa de higiene, com escova e afins;
  • roupinha para ir para casa;
  • chupeta;
  • Mala de troca de fralda já pronta: noutro dia faço um post sobre o que ter nesta mala.

Pai:

  • Snacks;
  • água;
  • uma muda de roupa;
  • carregadores para telemóvel e máquina;
  • trocos para a máquina café e comida. 

 

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23
Ago17

Sete semanas e meia

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Podia ser o título de um filme, era 9 semanas e meia não era? Bom, sete semanas e meia foi o recorde, quiçá olímpico. Demorou sete semanas e meia desde que ele nasceu a dizerem-me para encomendar uma irmã para ele. 

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13
Ago17

Trump, Rússia, misoginia, racismo, incompetência, nepotismo e ameaças de guerra nuclear

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Fui muito crítica de Trump, muito pessimista. Ainda assim está a ser pior que as minhas previsões, ou a durar por mais tempo.

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07
Ago17

O primeiro mês do resto das nossas vidas

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Estou a escrever este post há imensos dias, requer mais atenção e quero absorver estes momentos a três, as vindas ao blog são mais rápidas. Passou o primeiro mês. Um mês de apresentações, descobertas, conhecimentos, rotinas, pouco sono, muito cansaço e ainda infinitamente mais amor. Tenho uma pessoa minha, que depende de mim para viver, isto é um amor diferente dos restantes, nunca estive mais de duas horas longe dele, ele precisa de mim, e é uma sensação nova, um mundo a descobrir, uma vida de responsabilidade. O primeiro mês basicamente foi o que estava à espera mas com um bebé que superou todas as expectativas. Fofo, giro que dói e muito interactivo. Ao terceiro dia de vida já seguia a minha voz e virava a carinha para onde estivesse a falar, como não se apaixonar? A estadia no hospital foi fácil, uma das enfermeiras até achou que era um segundo filho, e eu fiquei logo toda contente. Ele ficou a domir connosco no hospital e foi absolutamente essencial, permitiu-me dormir umas horas porque desde que nasceu que fizemos turnos para lhe vigiarmos o sono, permitiu-lhe uma maior intervenção na vida do bebé, afinal é tão filho dele como meu. Todos os hospitais deviam permitir isto. A vinda para casa teve uma primeira manhã atribulada, mas dentro do normal. 

Amamentação 

Requer, como tudo, uma curva de aprendizagem e habituação. Se sou a maior fã? Não. Cria muitas dúvidas: Está a comer? Quanto está a comer? Será suficiente? Traz algum desconforto, pequeno é certo e ocupa muito mais tempo. Mas é o melhor para ele e nem há dúvidas que farei pelo maior tempo possível. É o único momento em que ele não intervém mas que é essencial na mesma, faz muita coisa enquanto amamento, como me trazer água e me dar enquanto amamento. A sede é avassaladora. Os bons profissionais também dão maus conselhos, como tenho vindo a dizer há conselhos a mais e uma quantidade absurda de mitos sobre a amamentação. devido a um conselho que se provou errado da pediatra para o nosso caso e de um ganho de peso tímido, tivemos que introduzir suplemento de leite artificial, devia ter seguido o meu instinto mas farei um post apenas dedicado à amamentação, à pressão, aos mitos e à minha experiência. 

Sonos 

Não temos problemas de maior neste campo tendo em conta a idade dele e o que vou lendo. Dorme mais profundo e melhor de noite, embora seja um reloginho e não deixe passar mais que duas horas e meia. Ultimamente às vezes três. Ainda não teve três dias iguais, o que é normal, durante o dia pede mais colo para dormir, mas quando tem gases, ou dorzinhas, de resto vai aguentando no berço ou alcofa com algumas estratégias nossas, excepto quando quer domir, aí fica facilmente. Todos os dias dorme, no mínimo, as 14 horas que deve dormir, se está mais choroso, ou com mais gases, dorme no colo, porque o sono é essencial. 

Fraldas 

De início trocamos sempre os dois porque o menino gritava a plenos pulmões, detestava trocar fralda. Lá passou. Agora até troca mais ele quando está em casa, para me dar oportunidade de ir ao WC ou fazer qualquer coisa antes de amamentar. Aliás está aqui um caso sério de amor, porque acaba de trocar a fralda e fica de tal forma embevecido a olhar para ele que tenho de insistir para mo trazer para ele comer, às vezes o choro trata disso por mim. 

Banho 

O banho dava-me medo, de me escorregar, sei lá. Tem sido sempre ele a segurar e eu dou o banho. É tão pequeno e frágil, que preferimos assim. Para já temos usado a shantala embora tenha a banheira da Chicco, na shantala fica com a barriga submersa o que ajuda com gases, arrota sempre bastante no banho. 

Nós 

Nós enquanto pais e enquanto casal surpreenderam-me. Mesmo com um comportamento exemplar desde a gravidez, desde a primeira: foi sempre crescendo. Estamos muito bem. Cuidamos um do outro, como ver quem está cansado, precisa de dormir ou de um banho, de uma pausa. Somos uma equipa com responsabilidades complementares, ele não pode amamentar por isso tem feito tudo o resto. Continuo a ser rígida a a não usar a palavra ajudas. Ele ajuda tanto a mim como eu a ele. A palavra ajuda faz-me espécie porque implica uma responsabilidade apenas minha e um favor voluntário que me faz e eu nunca embarquei nisso como podem ver em todos os meus posts de vida a dois. Não cozinho há imenso tempo, nem fiz nada neste mês a não ser cuidar do bebé. Não nos temos esquecido do nosso relacionamento e de nós fora do âmbito do bebé, espero que seja sempre assim. Tenho um orgulho imenso nele como pai, é delicioso vê-lo apaixonado pelo bebé, a cuidar dele, trocar fraldas, adormecer, cantar para ele, contar histórias, falar para ele. Saiu, literalmente, e sem duplo significado, melhor que a encomenda. Gosto tanto de o ver com ele, fico muito enternecida com o amor honesto que lhe tem. É paciente, carinhoso, brincalhão, conta-lhe histórias e gosta genuinamente de cuidar dele. 

Eu 

Tenho tido algum tempo para mim, banhos descansados, ler, até reuniões e corrigir trabalhos, até ir pintar o cabelo já consegui, ir ao dentista. Fica muito bem com ele, aprendemos juntos a cuidar dele. Certo que muitas vezes só se consola no meu colo, ou adormece muito mais rápido, mas é perfeitamente natural, conhece melhor os meus sons e o meu cheiro, afinal conhece-me há mais nove meses do que a ele. Enquanto armamento ele cuida de mim, dá-me água e comida à boca (a sede, senhores, que sede). Já recuperei do parto, está aqui uma barriga residual que desaparecerá com tempo, de resto o edema desapareceu passados 16 dias e com ele a maior parte do desconforto. Tive sorte com os pontos da episiotomia que foram intra-dermicos e o resultado estético foi óptimo, nem se nota. 

Tive muita sorte, ele gozou os 15 dias, a minha mãe meteu férias duas semanas, e ele goza os restantes 10 dias e mais férias, portanto só aos dois meses é que ficarei sozinha com o bebé. A minha mãe foi uma ajuda enviada do céu. Primeiro e mais que tudo foi uma companhia brutal, teve a oportunidade de conhecer melhor o neto, o que era importante para mim. Não consegue estar parada, é uma força ímpar, até fez limpeza profunda e adiantou-nos o jantar várias vezes, continua a surpreender-me na entrega, altruísmo e amor, e olhem que a barra não estava baixa. 

De resto sim, é muito cansativo. O sono partido, a privação de sono são difíceis mas o dia acaba por passar bem. Já teve os seus choros inconsoláveis, que são tão difíceis de ouvir, e de decifrar, o choro de bebé está mesmo desenhado para nos desorientar, custa horrores saber que às vezes são mesmo dorzitas e que os bebés choram, já deviam vir a saber falar. O cliché é tão verdade, passa tão rápido, só penso que a minha licença vai acabar e que vou ter que o partilhar com o mundo e deixa de ser tão meu. 

 

 

 

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