Nós é que temos um bebé, recém nascido, ou com menos de três meses e somos nós que respeitamos horários de confraternizações. Conseguimos, a muito custo nosso e com necessidade de planeamento respeitar os horários dos convites que nos fazem ou que fazemos. Quem se está a marimbar para os horários que damos ou que eles próprios dão: todo o resto das pessoas. Fizemos um jantar no fim do primeiro mês: andar a ver horário de mamada, tratar das coisas, estava a dormir na alcofa à hora certa. As pessoas atrasaram-se mais de uma hora. Resultado: estava acordado à hora que jantámos e não pude jantar descansada. Vários almoços e jantar das mesmas pessoas: nunca à hora que é dita nem sequer no prazo de uma hora depois, já tive que dar vários toques para começarmos a comer, até sem um casal que chega sempre já estamos a comer. Resultado: mal acabamos de comer saímos e somos nós que parecermos apressados e que não convivemos, pese embora sejamos os primeiros a chegar e sempre 10 minutos antes da hora "marcada". Sabem lá vocês o que isto me chateia e me apetece falar. Só em casa da minha mãe é que um almoço à uma, está na mesa pontualmente à uma.
De dia às vezes aguenta pouco tempo a dormir em berço ou alcofa. Dão colo a mais. Tau. Culpa simples de verificar, nem sabem das nossas rotinas e já está diagnosticado o problema. Visitam o bebé e não descansam enquanto não o têm no colo. Mesmo que esteja bem deitado, mesmo que esteja bem no ovo. Vai ao colo de um e passado uns segundos já está outro a pedir para lhe dar colo.
Deixei-o no ginásio em cima do sofá na chaise longue. Devidamente entricheirado a toda a volta por ginásio e por almofadas claro. Fui ao WC fazer um chichi, a lá Baião, um chichi rápido. Quando voltei estava virado ao contrário atravessado no ginásio. Caiu me tudo. Como se mexeu tanto? Onde se agarrou para dar a volta? Tem três meses. Escusado dera dizer que se acabou o sofá, ginásio só no chão.
Tive bastante sorte e ambas as malas que tenho foram oferecidas. A que foi comigo para a maternidade e nos primeiros tempos foi a da bioderma. Entretanto oferecem-me outra maior e com mais compartimentos e dá mesmo muito jeito.
Tento não levar meio mundo comigo, e fui pesquisar para o pinterest a composição mais jeitosa.
Documentos (da bioderma também oferecido);
Toalhitas waterwipes;
Fraldas de pano;
Fraldas, uma boa meia dúzia;
Trocador: esta mala nova tem trocador embutido, óptimo, até podem abrir a mala nos fechos (como está na imagem) e depois estender o trocador e fica ali tudo à mão. Já tinha comprado um trocador da tuc tuc e usando a outra mala dá jeito porque tem bolsos para fralda e toalha. Às vezes levo uns resguardos que se sujar é só deitar fora e não é tão frio para as costas dele.
Compressas TNT estéreis e soro em unidose (o pequeno saiu literalmente remeloso e cada vez que dormia ficava com remela);
Água micelar (vinha com a mala da bioderma);
Babetes (não bolça muito, mas parece que as coisas só acontecem quando saímos, a primeirs vez que bolçou a sério estávamos num evento);
Chupeta e corrente (odeia, estamos sempre a tentar e às vezes para o acalmar lá resulta por segundos; levamos o aero-om para mega sos aconselhado pela pediatra que ajuda nas cólicas - tem dose máxima, 5 vezes/dia);
Manta;
Três mudas de roupa separadas por sacos prontos a usar (tenho de pano e em saco transparente: dá mais jeito o transparente para saber o que lá está);
Saco extra com meias e casaco;
Sacos de congelação (se deram jeito para a maternidade agora são indispensáveis, noutro evento e com fatinho lindo pequena criatura acho por bem fazer um cocó explosivo e ter duas roupas no evento, uma chiqueza; a roupa com cocó fica dentro da saca de congelação e não suja nada na mala e não deita cheiro porque é estanque; trocam uma fralda num sítio inóspito ou no carro: fralda suja na saca de congelação)
Uma t-shirt extra para mim e outra para ele;
Barras de cereais;
Água;
Esta nova mala tem compartimentos dentro para biberões ou para água, óptimos para as coisas ficarem no sítio e visíveis, e extra térmica e amovível para biberão, bem como para telemóvel e para a papa; tem mosquetões nesses acessórios e nas alças, tem ainda mais dois compartimentos de fácil acesso com a mala fechada.
Esta receita é óptima, é viciante, vão por mim, são bolachas com pepitas de chocolate, com um twist, são bolachas que ajudam ao fluxo de leite materno, devido à aveia, levedura de cerveja e sementes de linhaça. Malta que não está a amamentar pode comer à vontade que não esguicham leite à conta das bolachas.
Podem usar esta receita, ou quem tem yammi 2 pode apenas adaptar a receita do livro base, substituindo a farinha por uma parte de aveia e acrescentar a levedura de cerveja e as sementes.
1 chávena de manteiga (eu substituo uma parte por óleo de côco, menos de metade porque acrescenta sabor)
1 chávena açúcar
1 chávena açúcar mascavado
4 colheres de mesa de água e duas colheres de sementes de linhaça
2 ovos
3 chávenas farinha sem fermento (destas meia uso com farinha integral)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
pitada de sal
3 chávenas de aveia
1chávena de pepitas de chocolate, ou chocolate de culinária partido
2 -4 colheres de sopa de levedura de cerveja
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Misturar a água com as sementes e deixar repousar por 10 minutos.
Bater a manteiga/óleo de côco com os açucares. Acrescentar os ovos e misturar bem. Acrescentar as farinhas, o bicarbonato e o sal e mexer bem. Acrescentar a aveia, a levedura de cerveja e mexer. Envolver as pepitas de chocolate. Deixar a massa no frio durante uma hora. Fazer montinhos (uso a colher dos gelados e funciona bem). Cozer por 12 minutos. Comer.
Somos o país da indignação de sofá. Dos indignados mais conformados. Da falta de consequências. De brandos costumes. Submarinos, bes e afins, tecnoforma, Ricardo salgado e tantos outros. Hoje com pleno conhecimento de falcatruas escolhemos, amanhã estão a reclamar que passamos a vida a salvar bancos e a pedir dinheiro ao FMI enquanto cortamos à reforma, mas por quem sois ou fiquem no sofá e não votem ou escolham pessoas condenadas por abuso de poder e corrupção.
Partilho do mesmo sentimento; a primeira vez que a...
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