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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

28
Mar18

Nove meses

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

fez 40 semanas lá dentro e já fez 40 semanas cá fora.

As cá de fora são infinitamente melhores, já tenho dificuldade em recordar-me das coisas da gravidez, é nisto que nos apanham a ter mais que um filho, só conseguimos reter os sorrisos dele, e ainda bem. 

Este miúdo é um sonho, se fosse eu a escolher não tinha sabido escolher um menino assim tão recompensador. Dá um trabalho danado, mas merece cada dor de corpo, cada hora de sono perdida, tem uma energia super saudável e é um menino super activo. Nos últimos dias parece o tarzan aqui da urbe, porque quando o dispo para o banho bate no peito e  vocaliza imenso de excitado. Além de tarzan é o judoca porque diz-me ele que faz o movimento chamado guarda, na troca da fralda, já era simples trocar a fralda que não pára quieto e agora ainda pratica judo a meio. Os primeiros a quinze dias de pedir colo derreteram-me. Os últimos quinze têm sido muito cansativos, mal o pouso pede, pouso para despir/vestir e pede, até a meio da sopa pede colo. Tem atingido todas as metas de desenvolvimento, muitas cedo, o que não sendo essencial e não sendo obcecados, nos tranquilizam imenso. Começou a bater palmas e dizer adeus com 6 meses mas de uma forma super casual, ia tentando que reproduzisse mas nunca insisti, nem pedia todos os dias, não estava preocupada em que o fizesse sempre, o mesmo com o olá e mamã, já fez mas não repete sempre, tem tempo. As palminhas é mais incentivado pela minha sogra, que lhe canta muito, e ele gosta muito de música, e agora faz mesmo sempre, e continuo super calma com isso. Não estamos numa corrida, até porque continua sem grande interesse em gatinhar. Mas que adoro vê-lo a bater palmas, isso adoro, ultimamente acorda e bate palmas e é mega fofo, noto que quando está mais contente o impulso dele é bater palmas e é tão giro.  Continua a gostar muito das molduras e o pai ensinou a fazer festinhas as nossas fotos e é lindo de se ver. Tem uma bola de plástico e gosta de a largar e a ver ressaltar e fica ali um bocado a repetir. Também dança, abana-se todo com música. Anda mais interessado na Tv, ri-se muito para o genérico do HIMYM e adora os créditos no final de séries e filmes. Não o coloco a ver tv nem tablet, para evitar ecrans até aos dois anos mas não somos Amish, portanto à hora de jantar a tv está ligada e ele agora presta atenção. Na minha sogra enquanto ela trata do almoço dele ligou-lhe sempre a baby tv, não sou obcecada com a parentalidade mega positiva mas entendo que essa meia hora chega e aqui em casa eu não recorro à TV, ele já recorreu duas ou três vezes. Na hora de jantar sempre recorri a bonecos ou comandos para o entreter quando está mais chato, porque quer comer e abre a boca mas tem o hábito de afastar a colher com a mão mas por reflexo porque abre a boca e quer. Claro que se calhar nos dava mais descanso mas ainda se aguenta bem da forma como está. Aprendeu a apontar, até à semana passada inclinava-se no colo e reclamava para o levarmos a sítios, fazendo de nós a sua segway. Agora abre a mãozinha e aponta para o que quer, ao demorar abre e fecha a mão impaciente a apontar para o que quer. Na consulta dos nove meses a médica confirmou que já faz a pinça para segurar objectos. Ainda não gosta muito de texturas, ou melhor não é ainda muito competente a comer comida “inteira” mas começamos aos sete meses a dar de vez em quando comida. A semana passada provou arroz. Ainda não gatinha, mas ensaia o movimento de rabo no ar para trás e para a frente. Continua a pôr-se de pé ou em prancha, ou a sentar-se usando-nos como ajuda, trepa por nós acima. 

 

Nove meses de maternidade

E eu? Adoro o meu papel de mãe, sinto-me muito confortável. Sou muito feliz e tenho mesmo muita sorte com eles. Temos o mesmo estilo e raramente temos diferenças de opinião quanto às decisões que temos de tomar. Tinha muitos ideias e princípios, a maioria dos quais consegui manter. Mudei de opinião nalgumas coisas, cedi numas coisas com base na nossa realidade e nos sonos por exaustão minha. Mas a verdade é que os seis meses e tal não o quebraram nem um bocadinho, manteve-se sempre igual na sua relação com o berço, cada dia/noite era um dia/noite. Cada bebé é um bebé, e li centenas de casos iguais ao meu, nós somos pessoas diferentes, os bebés também são, alguma coisa tem de ser diferente porque não faltam bebés adormecidos ao colo e que quando se pousam continuam a dormir e se habituam mais facilmente. Acho que características essenciais na maternidade são mesmo a resiliência e a capacidade de resposta e de adaptação. Queria amamentar em exclusivo até aos seis meses, e não foi possível, não achei que me agarrar ao que eu tinha idealizado fosse saudável, não ia ser teimosa com algo que não era prejudicial para ele. Também queria fazer baby led weaning mas não se proporcionou.  

E eu enquanto pessoa, mulher e profissional? Estou a lidar bem com a mudança monumental da minha vida mas a verdade é que ainda não há um equilíbrio, pende completamente para as obrigações. Tenho muito pouco tempo para mim, diria que meia hora por dia, ou menos. Voltei ao exercício porque não tendo muito peso a mais, dois kg, mas em termos de tonicidade ainda tenho trabalho a fazer, mas ainda não tenho vida para ir ao ginásio. Saída com amigas e sem o bebé, duas ou três talvez e interrompidas porque ele teve que ir dar apoio à mãe, em duas. O regresso ao trabalho, a vida familiar, as sopas intermináveis e a lide doméstica estão a absorver o meu tempo todo e como ele reorganizou a vida profissional tenho alguns meses assim à minha espera. Tenho mesmo de arranjar uma empregada, porque sinto que a minha vida são máquinas de loiça/roupa e mesmo assim a casa está aquém do que gosto. Em termos profissionais, e como ele dorme assim pouco, tenho de me deitar às 22 horas para aguentar a noite e a amamentação, pelo que tenho dois artigos para escrever e um grupo de trabalho a marinar há oito meses, porque têm de ser extra-trabalho. Lido muito bem com o cansaço, estou cansada e tenho muitas dores de cabeça mas não me sinto minimamente desesperada. 

 

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27
Mar18

Acabou o Stock

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hoje mandei o último leite congelado que tinha. Comecei a fazer Stock muito cedo, tinha medo de ficar doente e não ter leite do meu para lhe dar. Esteve seis meses comigo e acabei por deitar fora algum, porque tinha um frigorífico pequeno e não conseguia gerir bem o que tinha. Agora tenho uma arca pequena vertical, o que facilitou imenso. É cansativo manter este Stock, ou estava a tratar dele, da casa, ou a tirar leite. Até que decidi deixei de tirar na hora de jantar porque os 15 minutos que estava a ver tv queria estar de facto só a fazer isso. Passei só a tirar à hora de almoço, o que tornava a hora de almoço uma correria, aliás desde que regressei ao trabalho todo o meu dia se tornou uma correria. Tirava o que conseguia nos 10 minutos que tinha e tinha sempre que suplementar com leite adaptado, mas em todo o caso como ele engorda pouco queria ter esse descanso do leite adaptado em suplemento. Este mês tem sido muito custoso, ao dia 27 não estive doente só por quatro dias, o resto do mês estive mal e deixei de ter capacidade de tirar o leite à hora de almoço, e fui usando o Stock, sem repor. Sinceramente estou com zero vontade de voltar à rotina de tirar o leite na hora de almoço, é cansativo. Vou ter de reunir força porque quero que continue a beber do meu leite de manhã, talvez faça o contrário e tire menos e faça leite adaptado e suplemente com o meu ao invés do que em feito, pelo menos até fazer um ano. 

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24
Mar18

Palminhas

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o pequeno suricata está muito proficiente nas palmas. Bate a pedido e de forma espontânea quando ouve música. Delicioso. Hoje ao adormecer de manhã cantei uma música que canto muitas vezes, com o nome dele. Estava a contar que o embalasse, como de costume, em vez disso ouviu a musica e começou a bater palmas... 

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20
Mar18

Doenças de declaração obrigatória, definidas por lei

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A00 — Cólera

A01 — Febres tifóide e paratifóide

A02 — Outras salmoneloses

A03 — Shigelose

A05.1 — Botulismo

A15, A16 — Tuberculose respiratória

A17 — Tuberculose do sistema nervoso

A19 — Tuberculose miliar

A20 — Peste

A22 — Carbúnculo

A23 — Brucelose

A27 — Leptospirose

A30 — Doença de Hansen (lepra)

A33 — Tétano neonatal

A34, A35 — Tétano

A36 — Difteria

A37 — Tosse convulsa

A39 — Infecção meningocócica (exclui meningite meningocócica, A39.0)

A39.0 — Meningite meningocócica

A49.2 — Infecção por Haemophilus influenza (exclui meningite por Haemophilus influenza, G00.0)

A48.1 — Doença dos legionários

A50 — Sífilis congénita

A51 — Sífilis precoce

A54 — Infecções gonocócicas

A69.2 — Doença de Lyme

A77.1 — Febre escaro-nodular

A78 — Febre Q

A80 — Poliomielite aguda

A81.0 — Doença de Creutzfeldt Jakob (encefalopatia espongiforme subaguda)

A82 — Raiva

A95 — Febre-amarela

B05 — Sarampo

B06 — Rubéola (exclui rubéola congénita, P35.0)

B15 — Hepatite aguda A

B16 — Hepatite aguda B

B17 — Outras hepatites virais agudas (exclui a hepatite C, B17.1)

B17.1 — Hepatite aguda C

B19 — Hepatite viral não especificada

B26 — Parotidite epidémica

B50-B54 — Malária

B55 — Leishmaníase visceral

B67 — Equinococose

B75 — Triquiníase

G00.0 — Meningite por Haemophilus influenza

P35.0 — Rubéola congénita.

 

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18
Mar18

Será que tenho mesmo de vacinar o meu filho, uma vez que há muitas crianças vacinadas e assim o meu filho também fica protegido?

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Todas as crianças devem ser vacinadas nas idades recomendadas desde que não tenham uma verdadeira contraindicação (o que será determinada pelo médico assistente). Qualquer criança não vacinada permanece suscetível às doenças e suas complicações (que podem ser muito graves e não se consegue prever em quem surgirão – o facto de ser uma criança saudável não significa que não vai ter complicações), por não ter imunidade natural (uma vez que não teve a doença) ou adquirida (pela vacinação). Para a maioria das doenças do PNV, o seu controlo depende da manutenção de uma proporção elevada de pessoas vacinadas. Neste sentido, a recusa individual da vacinação compromete o interesse coletivo, uma vez que uma criança não vacinada por opção dos pais, se adoecer, pode contagiar outras crianças não vacinadas por contraindicação médica comprovada ou por ainda não terem idade para ter iniciado ou completado a vacinação.

 

 

Se o seu filho adoecer e tiver de recorrer a um serviço de saúde, deve avisar imediatamente os profissionais de saúde que a criança não recebeu todas ou algumas das vacinas recomendadas para a sua idade, uma vez que é necessário nestes casos considerar que a criança pode ter uma doença evitável pela vacinação

Se aparecer na escola alguma criança com uma doença evitável pela vacinação, o seu filho terá de cumprir um período de afastamento da escola e doutras atividades de grupo até haver a certeza que não contraiu a doença e não a irá disseminar. Esse período varia conforme a doença (que pode ser de dias ou semanas).

Se o seu filho viajar, deve ter presente que muitas das doenças que estão controladas no nosso país ainda circulam noutros países, como por exemplo o sarampo, pelo que o seu filho não estará protegido. Para além de adoecer, pode trazer de novo a doença para Portugal quando regressar e contagiar outras crianças não vacinadas.

 

in DGS 

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18
Mar18

“Administrar múltiplas vacinas simultaneamente para doenças diferentes pode sobrecarregar o sistema imunitário”

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Um dos objetivos do PNV é a proteção, o mais precocemente possível, contra o maior número possível de doenças, cujas consequências, a nível individual e coletivo, estão inequivocamente demonstradas. Estudos científicos provam que a administração simultânea de várias vacinas não aumenta as reações adversas. Independentemente da vacinação, no dia a dia, a criança está exposta a inúmeros estímulos infeciosos, estando o sistema imunitário preparado para lidar com todos eles. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico levou ao aumento do número de componentes das chamadas vacinas combinadas. A proteção contra várias doenças com uma única injeção, diminuindo o número de injeções que a criança teria de receber se cada uma das vacinas fosse administrada em separado, tem por objetivo a humanização e melhor adesão aos esquemas vacinais, principalmente no primeiro ano de vida.

 

in DGS

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18
Mar18

“É preferível ficar imunizado pela doença do que pelas vacinas”

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Apesar de, geralmente, conferir proteção contra infeções posteriores, a doença natural pode evoluir com complicações graves e morte. E mesmo uma criança saudável pode desenvolver complicações. A vacinação é muito mais segura – através das vacinas o sistema imunitário é capaz de garantir proteção a longo prazo, sem o risco acrescido das complicações que a doença acarreta.

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18
Mar18

“As doenças evitáveis pela vacinação estão praticamente eliminadas, pelo que não há razão para vacinar o meu filho”

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

As doenças atualmente evitáveis pela vacinação ainda ocorrem em diversas partes do mundo, incluindo a Europa.

Há dois motivos principais para vacinar:

- A proteção individual: apesar de estas doenças serem atualmente raras em Portugal, qualquer pessoa não protegida pode ser infetada e adoecer. Uma criança não vacinada poderá adquirir a doença se viajar para locais onde a doença ainda não está controlada ou se contactar com uma pessoa infetada/doente proveniente desses locais. No regresso poderá ainda trazer essas doenças para o nosso país, contagiar pessoas não protegidas e originar surtos.

- A proteção da comunidade: em países/regiões/locais com elevadas coberturas vacinais a comunidade beneficia da chamada imunidade de grupo, isto é, quanto maior a proporção de pessoas vacinadas menor a circulação do micro-organismo causador da doença, com proteção indireta das pessoas não vacinadas. A imunidade de grupo confere proteção aos que não podem ser vacinados, por exemplo, por não terem atingido ainda a idade recomendada para a administração de vacinas.

 

in DGS

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18
Mar18

“As doenças começaram a diminuir antes das vacinas, devido às melhores condições de higiene”

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 A melhoria da higiene e a disponibilidade de água potável permitiram controlar muitas doenças infeciosas, não evitando, no entanto, a circulação dos micro-organismos causadores das doenças evitáveis pela vacinação. Só a vacinação em larga escala consegue evitar a ocorrência das doenças alvo da vacinação, levando ao seu controlo ou mesmo eliminação. A erradicação da varíola no mundo (declarada pela Organização Mundial da Saúde em 1980) só foi possível quando globalmente se atingiram elevadas coberturas vacinais. Mesmo com boas condições de higiene, interromper a vacinação levaria ao reaparecimento dessas doenças, com as consequentes mortes e incapacidades evitáveis, como está a acontecer com o sarampo.

 

in DGS

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18
Mar18

Porque e é que há pessoas que têm mais receio das vacinas do que das doenças que elas evitam?

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"Há algumas décadas atrás, milhares de crianças e adultos morriam ou ficavam incapacitados por doenças como a varíola, a difteria, a tosse convulsa, a poliomielite e o sarampo. Hoje em dia a situação é muito diferente, devido aos programas de vacinação, que permitiram erradicar a varíola e controlar as outras doenças. A maioria dos pais de hoje, e também alguns profissionais de saúde, nunca viram uma criança paralisada por poliomielite, a sufocar por causa da difteria, com lesões cerebrais por causa do sarampo, ou a morrer por causa de uma tosse convulsa, não tendo portanto a noção da gravidade dessas doenças e dos benefícios incalculáveis conferidos pela vacinação em larga escala."

 

in DGS

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