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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

29
Mai18

Portugal dos pequeninos e eutanásia

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o debate foi baixo e poucochinho, com o cds a brilhar, com a eutanásia mata, e não matem os velhinhos. Como se só velhinhos estivessem em situações de pedir suicidio assitido ou uma Morte digna, não sendo bom, porque quando se fala de doença nada é bom, era algo que dava alguma segurança. Argumentos tão estupidos como estes dois , e o medo que se instalou de entrar num hospital e sair eutanasiado, a sério, nem mereciam tempo de antena, nunca pensaria que seriam utilizados por pessoas que representam votantes. Só posso ser favor da eutanásia e só concebo que se seja a favor. Ou se viu de perto alguém a sofrer todos os dias, o dia todo sem perspectivas nenhumas de melhoras, independentemente da idade, ou se é empático e se imagina que alguém cuja vida lhe traz dor e falta de dignidade e cujo diagnóstico é sofrer até morrer. Portanto  é simples no fundo. Se as tuas crenças de que o teu sofrimento te aproxima de deus/alá/shiva/cristo, ou a tua divindade de escolha (há humanos há centenas de milhares de anos por isso há divindades para todos os gostos e feitos) não te permite escolha e tu permites que um ser cuja presença não é palpável, escolha por ti, amigos como dantes, se estiveres nessa situação não escolhes a eutanásia. Melhor ainda as pessoas que dizem ter ouvido directamente dessa divindade há umas centenas de anos deixaram isso escrito e tu segues muito bem. Isso representa a tua escolha. Agora eu não poder escolher a eutanásia porque tu não queres escolher a eutanásia para ti, já isso não cabe na cabeça de ninguém. E repara, tu dizes isso agora jovem e saudável, na face de doença incuravel, de dependência, de opioides diários que apenas amenizam a dor, és capaz de mudar de ideias e sendo legal, poderias mudar a tua escolha. 

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28
Mai18

11 meses

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Como assim 11?

11 inteirinhos com o ser mais amoroso de sempre.

Os melhores 11 meses da minha vida e também os mais cansativos. Este menino dá um retorno inacreditável.

 

Já dominou completamente a arte de gatinhar, parece um fósforo de tão rápido. Tanto gatinha "direitinho", como com uma perna para a frente, sempre pronto a sentar-se quando anda a atirar coisas para ir buscar. Não fosse obcecado com atirar as coisas para debaixo de tudo que se entretinha imenso tempo sozinho.

Começou a dar uns passinhos com ajuda no mês passado, agora pede imensas vezes para caminhar. Desde a semana passada que já não precisa de pedir nada, vai para junto do sofá, ergue-se e caminha agarrado ao sofá, faz agachamento muito direitinho e senta-se quando quer. No parque também se levanta sozinho e caminha à volta. Se não havia sossego, agora é que não é altura disso.

Sabe perfeitamente o que é o olá, diz a desconhecidos, e até responde ao meu bom dia com olá. Quando está sozinho no parque, encosta a cara à rede e chama-nos: olá! Ultimamente não me chama mamã, mas sim nené. Vai-se lá saber de onde saiu nené, ao pai tatá em vez de papá. Tenta repetir o que dizemos e sabe dizer não há: numgá na língua dele. Quando atira coisas ao chão diz: numgá; é outro passatempo preferido, atirar coisas ao chão. 

 

Adora histórias! O mais fofo, adora que lhe contemos histórias, pede muito mal vê um mural ou até fotografias, se não dizemos nada quando pede, pega na nossa mão e leva até às coisas para lhe contarmos uma história. 

 

Ajuda ao vestir-se e quando vê as sapatilha, estica o pé. Tão bem que lhe ensinamos o que é o pé e aprendeu rapidamente, sabe o pé muito bem e a barriga olha para ela mas não aponta. Também "dá mais cinco", ou high fives muito bem. 

 

Dá abracinhos e quase me derrete ali no sítio, dá uns beijos muito lambuzados mas não dá sempre quando peço. Adora beijos à esquimó, e ainda bem porque eu amo os beijinhos à esquimó. 

 

Sabe perfeitamente o que é o não, embora não aceite sempre. Às vezes chora e fica sentido quando dizemos não, outras... Outras faz a cara mais cómica de sempre enquanto larga o que tem na mão ou tira da boca, que é o causador mais comum do não. E também percebeu que nos faz rir com essa cara, às vezes faz só a cara para nos fazer rir. A dificuldade aqui é manter o não com consistência.

 

Já temos seis dentinhos de fora. SEIS!! Quando anda mais aflito, e come pior, lá vem dentito. É muito raro comer mal, ou fazer fitas mas quando faz agradeço ao universo não ser a regra, porque quase acaba connosco. Continua a diversificação, já provou farinha de pau de carne e peixe, vamos na meia gema de ovo, e já é o segundo domingo que come um bocadinho de miolo de regueifa, e mastiga muito  bem. Não come pão por hábito porque o pão tem sal e os rins dos bebés não metabolizam bem o sal até ao primeiro ano, pelo que o sal está proibido, e por isso não faria sentido dar alimentos que contêm sal como o pão e as bolachas maria. Bolachas come muito bem "sozinho", compro bolachas de espelta biológica, não tenho intenção nenhuma de lhe dar bolacha maria, embora a pediatra quando falou em bolachas exemplificou com bolachas maria, inexplicavelmente (têm sal e açúcar adicionado), mas enfim, não há pediatras perfeitos. Se eu não me tivesse já informado e decidido à priori que era alimento proibido e poderia ter ido no mau conselho dela 

 

Já estou em modo planeamento do primeiro aniversário!

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17
Mai18

Balúrdios

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chegámos ao maio das greves. Na sequência da greve dos médicos encontrei isto pela internet fora. 

Profissionais da função pública, metade não são funcionários públicos, outros tantos recebem base de 35 horas e trabalham 40h e recebem estes salários miseráveis. Trabalham com radiação ionizante, gases anestésicos, medicamentos citotoxicos, manipulação manual de cargas (centenas de kilos por dia), trabalham todos os dias do ano e por turnos (não há pontes, quem quer e pode aproveitar mete um dia de férias) arriscam saúde e mesmo a vida no caso dos polícias, sem subsídio de risco, a trabalhar por folgas, sem horas extra na maioria, um erro custa uma ou várias vidas. Balurdios. 

 

 

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04
Mai18

odeio ser mulher

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odeio. a sério que sim. detesto que a sociedade espere mais de mim, ao mesmo tempo que me perdoa menos, que espere que assuma mais responsabilidades e me tolere menos erros e ainda tenha um rendimento inferior para fazer face a muitas mais despesas. odeio que um homem seja assertivo e uma mulher fale seja uma cabra, que um homem seja líder e uma mulher seja mandona, entre tantas outras coisas mimosas. odeio que se perpetue o "boys will be boys" mas "uma menina não faz isso". abomino que ainda se pergunte às vítimas de violação o que traziam vestido, em vez de descreva o seu atacante, odeio a mentalidade do por-se a jeito, no fundo criminalizando uma vítima para desculpabilizar o agressor. no fundo odeio mesmo o que representa ser mulher, é uma luta diária. descansai, não deixo de apreciar o mundo cor de rosa e de participar nele, e não me vou masculinizar nem mudar de sexo. mas se tivesse podido escolher, oh se pudesse. odeio este mundo onde tenho de me preocupar com pelos faciais, axilares, peri-vaginais, nos membros, esticar cabelo, com a cor do meu cabelo, porque claro um homem com brancas é sexy, a mulher é descuidada, com as minhas unhas, com o meu corte de cabelo, com as minhas roupas, com a maquilhagem (quando vejo tutoriais de maquilhagem ao terceiro produto que colocam no rosto, desligo, primer, base, corrector de olheiras, e blush/bronzer é onde desenho a minha linha). fico logo cansada se temos planos para a manhã e eu tiver que lavar o cabelo antes de sair, passa-me mesmo logo a vontade de sair. ser uma mulher adulta implica, ou ser muito prendada e conseguir fazer tudo isto em casa, ou gastar horrores e ter uma dúzia de profissionais a quem recorrer, e boa sorte a acertar com eles. Eu tenho mais de trinta e ainda não acertei onde pintar, cortar, e fazer penteados. É preciso um alinhamento de planetas que só ocorre a cada 100 mil anos para estas três coisas se fazerem no mesmo sítio. no último corte chacinaram-me o cabelo, há meio ano, e eu só pedi um corte a direito, ainda estou a recuperar e estamos longe do que quero. hoje fui pintar e sublinhei que não queria muito claro, mas que a minha base é escura demais e saí de lá com o cabelo quase preto e mais leve quase 50 euros. cin-quen-ta euros. esta gente sabe quanto é 50 euros? foda-se. 

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02
Mai18

Vou contar-vos um segredo

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algo muito incomum, uma particularidade minha, quiçá única no mundo todo. Imagino que seja apenas minha, é muito invulgar. Se eu digo “eu não quero que ele brinque com isso, é um perigo”, não é um convite à reflexão conjunta, não é uma abertura de um tópico de conversa para se chegar a um consenso. Eu disse que não, está dito, agradecia imenso que não me obrigassem a entrar em explicações óbvias, ou que se tornasse num momento awkward em que eu tenho que me impor. No máximo dos máximos, a pessoa que lhe está a dar um objecto que não é um brinquedo, e que até constitui perigo de vida, que pare uns segundinhos, ou uma hora ou duas que tanto me dá, em silêncio, a ponderar no que eu disse e a imaginar o que eu disse em vez que ter o reflexo de dizer que não e me contrariar. Eu sou a mãe pessoas, se eu estou a dizer que não é não, não é um convite. Ou seguem o que eu digo, ou nada aliás. Tudo o que se lhe dá tem que se pensar se for mal usado qual é o risco, ele tem brinquedos, pensados para ele com requisitos de segurança. Chateia-me ter que me impor só porque as pessoas não sabem o seu lugar, passo eu por isto ou aquilo porque alguém me obriga a isso sem razão nenhuma. É que nem sequer é algo supérfluo, é segurança, alguém a argumentar de lhe querer dar produtos de adultos com riscos largamente óbvios para um bebé que mete tudo à boca. 

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