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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

13
Set18

o bully de 14 meses

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O meu filho fica com a minha sogra, a prima tem estado de férias e também lá fica. Anda doido com ela, claro, desafia-a para brincar. Tudo o que ela ensina aprende ainda mais rápido. Anda a ensaiar um meu/teu mas ainda um pouco aleatório parece-me. 

 

Aprendeu o ta-tau. Nunca levou ta-tau mas sabe que é uma espécie de ai-ai-ai mais sério. 

 

A prima sai da beira dele.

 

Ele: "Primaaaaaa, primaaa, prima" (com o nome dela).

 

ela aparece. 

 

Ele:  "ta-tauuuu"

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12
Set18

Meu filho é chique

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Aprendeu à primeira depois de repetir só uma vez quinoa. E sabe o que são as coisas que é o mais importante, porque sempre comeu e gostou muito de quinoa. 

e obrigada que educação é muito bonita e começa desde cedo ahah.

viola

pila (ups)

leão

pato (papum; patum)

rádio (gaio)

colo (coj)

fruta (vocês sabem como as crianças dizem fruta...)

ta-tau (calma que ninguém lhe bate, não chamem a CPCJ, está mais é numa fase que na birra se soubesse era ele que nos afinfava; a minha sogra disse-lhe anteontem e ele aprendeu)

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10
Set18

problemas, azar e doença

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Tenho sido uma blogger fraquinha, e uma leitora ainda pior. Posts escritos, posts lidos no telemóvel em dois minutos, textos lidos na diagonal, sem tempo para comentar e responder, ou melhor ficou muita coisa comentada só na minha cabeça. 

 

Tive três meses super intensos a todos os níveis. Se vos contasse tudo o que aconteceu achavam que era ficção, um qualquer episódio do Modern Family ou outra sitcom, ou novela mexicana mesmo. Só que nessas séries tudo fica bem em meia hora, ou 50 minutos. Nem sequer tenho energia ou distanciamento suficiente de tudo o que se passou para contar. Sei que ontem foi um pouco demais para mim, só acabei por adormecer às cinco da manhã, alternando ansiedade, com choro e racionalização. Estou mesmo cansada, sem férias e com muita coisas para decidir e tratar no próximo mês e meio.

 

Ou tudo corre bem a quase toda a gente à primeira, ou as pessoas são óptimas a relativizar, ou nós somos muito diferentes. Bem sei que não se conta tudo a toda a gente, ou só se conta depois de correr bem. Sei lá. Não sinto dessa forma e estou um pouco farta. É tudo difícil, comigo, connosco. Tudo tirado a ferros. Alturas que deviam ser felizes, são passadas em ansiedade a apagar incêndios, a tratar de problemas que surgem, a meter advogados porque já passou das marcas e estamos prestes a ser gravemente prejudicados. Caramba, gravidez de risco depois de três abortos espontâneos, nem a gravidez, o tão famoso estado de graça eu pude relaxar para viver com o nível de preocupação normal que não é pouco até. Insólitos demais a acontecerem. Pessoas más a complicarem só porque sim. Pessoas que eram minhas colegas/amigas a tentarem apoderar-se de projectos meus - gostaria de vos dizer que pela primeira vez mas assim sem contar e sem pensar muito nisso no mínimo já pela terceira vez. Sugestões de melhoria minhas rejeitadas, meses ou anos depois depois de as situações se tornarem insustentáveis sem as minhas sugestões chama-se alguém externo e sharam: fazem três sugestões que eu tenho vindo a dar há anos - sim, textualmente isto, tintim por tintim mesmo. Não gosto de me queixar demasiado, ou melhor gosto de me queixar e de me enervar com coisas pequenas como a música do joão pedro pais, e não com coisas a sério. Tenho bençãos sem fim da  minha vida, o meu filho que é um bebé saudável (tem as suas coisinhas pequenas e esteve doente em julho e desta vez esteve internado e sofreu um bocadinho o que me cortou o coração mas em dois dias a coisa controlou-se e compôs-se felizmente) mas sou imensamente grata por ele e por ser um bebé saudável e feliz, temos casa, emprego, dinheiro suficiente, família, amigos. É isso que dá força, mas também temos tido agora muito que fazer com o meu pai, a diabetes, o parkinson, e tudo o resto, com uma evolução que sabemos que não será fácil e que tem dado sinais que já chegou. Ainda não tive nenhumas férias descansada. Nem a minha mãe, não há férias que ela não as passe a acompanhar na urgência, nas consultas, nos exames, e agora nos internamentos, muito mais ela porque eu tendo um bebé não tenho a mesma disponibilidade. 

 

As férias não me trouxeram descanso absolutamente nenhum. Descansar com um bebé já seria uma miragem, mas eu sinceramente coloquei todas as minhas esperanças em descansar/dormir na semana em que estavamos os três de férias. Que tonta. Expectativas a mais, talvez. Dediquei todas as minhas forças a dar ao meu filho experiências diferentes, campo, praia, mar, piscina. Ele adorou absolutamente, foi um mimo de se ver, adorou tudo e habituou-se a todos os cenários diferentes num ápice, é um corajoso este meu filho. Andou descalço, correu descalço na relva, comeu muito bem, andou super feliz, exceptuando as noites. Na primeira noite estranhou o sítio, dormiu na cama de viagem que lá tinha e acordou em pranto, e demorei uns bons 15 minutos a acalmar mesmo no meu colo, horrível, nunca tinha chorado desesperado tanto tempo. Noite seguinte melhor, mas ainda estranhou. Fomos de férias com família por vários motivos, ele só soube que tinha férias uma semana e meia antes de acontecerem. Os horários que se praticavam eram muito difíceis para nós, ao terceiro dia desistimos e mesmo ele comendo mais cedo, e sendo só uma hora de diferença das rotinas, com mais gente há mais excitação e depois resvala tudo, tivemos mesmo de voltar às rotinas dele, para o adormecer, acabando nós por almoçar/jantar à vez e quase à parte. Não adianta, já não havia bebés há muitos anos e as pessoas já não se lembram, não bater portas ou gritar parece um favor especial e stressei demasiado com isso porque pura e simplesmente não compreendo o egoísmo e a falta de noção. Crianças a apanhar sol do meio dia, não concordo, não me meto, mas nem pensar que deixo o meu filho fazer isso. 

 

Quero mudar a minha sorte, vou mudar a minha sorte. Vai tudo ser mais fácil, vai tudo correr bem à primeira. Vi o deadpool 2 e uma das personagens tinha como super poder a sorte. Achei fenomenal, é isso que eu quero. Sorte. 

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05
Set18

esses funcionários públicos, os sortudos

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Screen Shot 2018-09-05 at 16.14.37.png

 

MENTIRA!!!

 

Este ano tive fim da sobretaxa, e vou ter subsídio de natal, após 7 anos de cortes.

Continuamos a insistir na promoção da divisão, na promoção do ódio e mais grave que tudo numa desinformação nojenta. 

 

Trabalho para a função pública há 12 anos (DOZE). O salário continua o mesmo desde o primeiro dia. Um mestrado, uma pós-graduação, um CAP, e incontáveis formações depois. 

À data de hoje não tive reposicionamento algum. Nem da minha carreira faço parte. Hoje fui aos recursos humanos e não há contagem de nada para nenhum CIT, estão à espera da resolução da comissão paritária e posterior decisão superior da instituição. Nem vamos entrar na atribuição de quantos pontos e a partir de quando, que é só a parte mais importante disto tudo. 

Para os cortes não houve dúvida, não houve parecer nenhum de ninguém. Tive os mesmos cortes que os funcionários públicos, no mesmo dia. 

 

Riscos a que estou sujeita decorrente da minha actividade: químicos, biológicos, ergonómicos, psicossociais (constantes na minha ficha de aptidão), para não entrar aqui na falta de condições de trabalho e os problemas que temos com os equipamentos de protecção individual e colectiva, e medidas organizacionais. 

Responsabilidade sobre vida. 

Sem falar no salário que está assumidamente pelos vários governos abaixo do conteúdo funcional, do exigido pela legislação resultando em dezenas milhares que me devem, e que à data de hoje ainda não foi corrigida a discriminação de que sou alvo e como é óbvio nunca terá retroactivos e que não está a ter fim à vista, porque os sucessivos governos prometem, assumem, abrem e fecham negociações dando a impressão que nos estamos sempre a queixar, o giro é que vai para bem mais de uma dezena de anos que a queixa é a mesma.  

Farta. 

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04
Set18

Pagaga da bicharada

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Se eu achava que o rapaz falava pelos cotovelos, nas férias triplicou o vocabulário. 

Adora o avô cantigas e pede-me o fungaga da bicharada com a sua tentativa de o dizer: pagaga. Pede a América do Norte com Io-Io, ouviu o programa de televisão e achou que era a música, replicando com Io-Io a ver se cantavam! Espectacular. Ele diz tudo, incluindo a palavra tudo, até amanhã ficamos pelo manhã. Aprendeu imensos nomes de familiares, e diz Diana na perfeição metade das vezes. Ontem na garagem apontou para o extintor e pediu me para lhe dizer o que era: extintor: titô. 

 

Patrulha pata: patata

Ruca: guca

cenoura: noua 

arroz: gõ 

carro: carr 

praia: paia e piaia 

Aprende tudo rapidíssimo, sem sequer lhe repetirmos, o mais engraçado é que o único que tentamos ensinar melhor (já dizia) : cão, não consegue e diz sempre ai-ai-ai, nem diz cão nem au-au. 

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