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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

28
Jun19

A sociedade e os filhos dos outros

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

a ilustração perfeita em duas situações com um ano de diferença, na mesma pessoa, sem filhos. 

Não sei se os pais e mães desse lado sentem o mesmo, não há situação que se conte que não haja alguém a sugerir que o correcto é *exactamente* o contrário do que vocês contaram ou fizeram. 

Bom, jantar de aniversário de um amigo, bebé com oito meses, a falar com uma amiga que é tia e o sobrinho dela está lá também e tem dois anos e pouco: 

passou o tempo todo a alternar entre colos, sempre irrequieto, a rir-se e a brincar com o brinquedo dele e com o que podia. Nessa altura raramente usava ecrans com ele e não usava nenhum telemóvel. Pega no seu smartphone e põe um vídeo de YouTube, ao qual ele não liga nenhuma. “Ai não me digas que és daquelas mães que usa cronômetro e não usa telemóvel nenhum” - inserir cara de nojo. O sobrinho passou o tempo todo no tablet da chicco. 

 

Ano seguinte, mesmo restaurante completamente baby unfriendly, portanto deixamos o bebé agora com um ano e oito meses com a avó. Então não trouxeram o bebé: porque é a uma hora que está perto da hora de dormir dele e não tendo com que se entreter e já andando, quieto 15 minutos (que era o máximo que ele se entretinha e só usávamos para os dias muito chatos de comer) só mesmo com telemóvel. “Ah, o YouTube kids tem cronômetro, é fácil controlar o tempo que usam os ecrãs, faz-lhes muito mal, ecrãs é para evitar de todo até aos dois anos. Olha para eles entretidos sem tecnologia.”  O sobrinho de três anos e pouco tinha as primas com quem brincar e levou uns puzzles e umas coisas para desenhar, mas manteve-se assim porque tinha lá as duas primas que o ajudaram a entreter. 

 

Pessoas 🤷🏻‍♀️

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23
Jun19

Registar, registar, registar

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

ao rever o primeiro ano, percebi que vou esquecendo umas coisas e confundindo outras. Agora dança a sério, mas já não me lembrava que sempre se abanou mal ouvia música, por exemplo. 

Sabem aquelas pessoas que não sabem brincar com bebés? Que para elas brincar é irritar a criança para vê o que acontece? God, que me cansa e me irrita a mim, vou começar a fazer-lhes o mesmo. Ainda bem que o meu filho é um despachado e já lhes responde dizendo:

- deixa o menino (risota total quando usa isto) 

- não faz isso, 

- e quando não resulta grita: larga! 

Meu rico filho, mais discernimento que adultos com filhos eles próprios.  Se bem que usa o larga comigo, quando o quero levar para trocar a fralda: larga mamã, e tenho tanto me querer rir como de alto lá que quem manda sou eu.

Tenho tentado gerir as birras e li que se deve nomear as emoções para os ajudar, e ele já usa, quando quer qualquer coisa e não lhe dou, diz-me: oh está chateado. 

Quando não sabe o nome das coisa diz-nos: qué dito (quer isto). 

Conta-me tudo o que acontece quando não estou: o papá assustou com barulho, o papá ralhou. Mas ao contrário não o faz . Por falar em contrário conhece o conceito do contrário, quando não acerta com os brinquedos diz: é ao contaio, e lá roda até funcionar.

 

 

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19
Jun19

Rever o primeiro ano

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Ontem andei a ver vídeos, cara mais gordinha, muito trôpego a andar, já adorava dançar, muito energético e sempre a brincar e a rir :) 

 

O meu amor fez um ano! O amor do qual nasceu, esse já tem mais de sete. Mas este é um amor diferente. Um amor incondicional, máximo, bonito, que cresce a cada dia. 

 

Perdi toda e qualquer noção de tempo com o nascimento do meu filho. Tenho dificuldade de me lembrar como era a minha vida sem ele. E que bom que é. O máximo que estive longe dele foram 10 horas.

 

Este mês ele deu outro salto, em dois meses cresceu 5 centímetros. Mais um dente: já vamos em 7.

 

Já temos gravado direitinho mamã e papá, e ouço as gravações várias vezes ao dia...

Sabe o que são os olhos, perguntamos e pisca-os várias vezes, também sae o que é o nariz, aponta com a parte de trás da mão quando perguntamos onde está o nariz. Tenta calçar as meias e sapatos, claro que não consegue, e quando desiste pousa-os em cima do pé: "close enough".

Aprendeu a palavra caca, sem que lha tenha ensinado propositadamente. Também diz "vá": anda sempre a fugir-nos e dizemos vá, volta para a sala, pelo que começa a fugir e vai a dizer vá pelo caminho. Está muito perto de andar sozinho, corre os móveis agarrado, já só precisa duma mão nossa para andar e fica uns segundos sem estar agarrado a nada em posição ronaldo-antes-de-um-livre; já dá uns passinhos tímidos quase "sozinho" connosco a agarrar a t-shirt nas costas. Repete palavras simples ou sons simples: em homenagem a Seinfeld repete yada yada yada. Repete pequenos sons de músicas. Faz os sons dele, às vezes parece um indiano a falar: dum, gli, gle, dê. Continua a adorar histórias, pede para lhe contarmos histórias e fica muito atento a ouvir. Repete gestos que significam palavras: digo muito grande e abre sempre os bracinhos. Provou açorda, feita com pão sem sal e gosta muito. Ao domingo continuo a deixar que coma regueifa, afinal de contas é portuense.

 

Tenho um menino muito bem disposto e lindíssimo, tem as mesmas feições desde o primeiro dia de vida, teve sempre feições definidas , não é o bebé típico (vamos já apostar aqui que se assim fosse ia achá-lo o mais lindo do mundo na mesma), mas a verdade é que foi sempre muito atento, olho bem aberto e sempre fez muita companhia e exigiu muita atenção e estímulo.   

 

Temos muita sorte, agradeço que este pequeno nos tenha escolhido para o guiar na vida, espero estar sempre à altura. Tenho uma sorte incrível da quantidade de horas que passo com ele. Escolhi viver onde vivo porque considero que tempo perdido em trânsito e engarrafamentos é qualidade de vida desperdiçada. Demoro menos de 10 minutos até ao meu local de trabalho, o que me permite estar com o meu filho perto de seis horas, até à sua hora de dormir (21h). Na minha opinião o desafio consiste em aproveitar cada dia e lhe ir dando experiências novas e muito tempo de brincadeira. Não olhar para um filho como a lista de tarefas desse dia: trocar fraldas, banho, refeições mas sim olhar para essas coisas e aproveitar para o ensinar. 

 

Contei-vos a odisseia do parto e o que levei na mala de maternidade

 

O primeiro mês foi uma descoberta, e como vos disse foi a minha parte preferida: só existiamos nós, e nada mais interessava, estava tudo completamente disponível para ele e os seus horários. 

 

Ao segundo mês já fiquei sozinha com ele, cheia de medo, mas correu tudo bem. Entretanto neste ano já estive mesmo um mês inteiro sozinha com o pequeno porque ele esteve fora para trabalho. Muito cansativo mas provou-me que consigo. 

 

Ao terceiro mês veio o pico de crescimento e o bebé ganhou pilhas duracell, nem a mamar estava quieto, trepava por mim acima e apeteceu-me deixar de amamentar muitas vezes. 

 

A amamentação foi difícil dos três aos seis meses, ele não parava quieto, ainda que sempre bem disposto, era difícil dar de mamar, tive que o fazer em pé a maioria das vezes. Aos cinco meses começou a sentar-se sozinho.

 

Aos seis meses veio o primeiro dente e pouco foi para a avó, e de repente a amamentação melhorou exponencialmente. Vinha cheio de vontade de mamar, e mamava vinte minutos quietinho mal chegava ao pé de mim. Foi de passarmos a estar algumas horas separados e acabou por ser muito mais fácil para mim e me dar descanso durante a amamentação. 

Aos sete meses descobriu os polegares e começou a usá-los nos objectos que já rodava desde os 4 e batia um no outro desde os 5 meses. Também começou a usar os dentitos para me trincar...

Logo no início dos oito meses (fim dos 7/início dos 8) começou as primeiras palavras: olá e mamã. Também aprendeu o não (com algumas birrinhas) e começou a levantar-se sozinho e a pedir colo, foi um mês em grande

Aos nove meses começou a fazer as coisas a pedido: as palmas e o adeus que aprendeu aos 6 meses. Aliás ao acordar já batia palmas de feliz. Felizmente sempre nos acordou bem disposto. 

Aos 10 meses começou a dar turrinhas, saltar, dançar, fazer cavalinho, começou a dizer ai-ai-ai-ai e foi quando começou a gatinhar. 

Aos 11 meses começou a caminhar agarrado a móveis sozinho, andar em volta da sala entre gatinhar e andar. Adora histórias e ajuda a vestir-se. 

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17
Jun19

Quase nos dois anos

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Tentarei, quase de certeza sem sucesso, não recorrer a clichês. 

Passou num instante, dou por mim a rever fotos ou vídeos antigos, nos quais achava que estava grande ou não parecia nada um bebé, que tonta. Lembro que via bebés desta idade, (e permito-me a palavra em jeito de despedida da fase de bebé), e achava que só podia ser mais simples, que lá sabiam essas mães dos meus desafios. E agora vejo, como verei sempre que os desafios vão sempre se alterando e que cada idade tem os seus. 

Tenho um menino muito feliz, que adora cantar e dançar e que já samba -literalmente - na cara das inimigas aha. Nem imaginam os passos de dança que já faz. Um menino que adora aprender mas que no meio da sua sabedoria já me corrige, se me engano nas pombinhas da Catrina, corrige. Também teima, sabia o que era a sombra, o sol, e o vento. Agora chama vento à sombra, mas chama vento ao vento, e tentem corrigir ou ensinar: não! Não é! metade do que diz é não: assim não, não. Ele manda: a mamã veste o pijama, a vovó dá a fruta, o papá empurra o triciclo ( titiclo), sabe bem o que quer, como quer, e de quem quer e lá vai mandando em todos. Conhece os números até 10, as letras todas do abecedário que adora, as cores, as formas: triângulo, quadrado, circulo e pentágono (pintango) . Adora a patrulha pata e vê pedaços de episódios, que recita antes de dormir (a pedidente goodway isto, o capitão turbot aquilo). Rio muito porque tudo é uma coisa: qué vé uma coida ali. Adora regar a relva e a horta, mexer na terra e pede a toda a hora: qué guegar a água, a guelva, a apace. 

Corre para todo lado, ou pelo prazer de correr e lá faz piscinas entre a sala e a cozinha. Os terrible twos já ca cantam, e acorda algumas vezes com o toco, chora porque quer ir ao chão, depois chora porque o pousei no chão. Faz parte. Também está a passar uma fase extremamente gira (not) de nos atirar com tudo, vai para o castigo, na cadeira da papa, “oh a mamã galha (ralha), potou mau”, mas passado uns minutos começa a cantar os parabéns sozinho e vai até ao fim, com palmas e bupa (bufa) e temos nós de nos controlar para não rir e para ele que está ali de castigo. As noites continuam complicadas com avanços e recuos, o desmame está a ser gradual e sem choros e também avança e recua. Come muito bem sopa e o que gosta, mas só prova coisas novas por iniciativa dele e resiste a tudo novo, com calma e muito devagar conseguimos que varie (pouco).

 

É tudo tão bom, sou tão agradecida, é um menino mesmo amoroso, que pede e da beijinhos, que faz mimo, que está a brincar, pára, vem a minha beira só para se encostar ou receber um beijinho e logo volta a brincar. É um sonho. 💙

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