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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

10
Set18

problemas, azar e doença

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Tenho sido uma blogger fraquinha, e uma leitora ainda pior. Posts escritos, posts lidos no telemóvel em dois minutos, textos lidos na diagonal, sem tempo para comentar e responder, ou melhor ficou muita coisa comentada só na minha cabeça. 

 

Tive três meses super intensos a todos os níveis. Se vos contasse tudo o que aconteceu achavam que era ficção, um qualquer episódio do Modern Family ou outra sitcom, ou novela mexicana mesmo. Só que nessas séries tudo fica bem em meia hora, ou 50 minutos. Nem sequer tenho energia ou distanciamento suficiente de tudo o que se passou para contar. Sei que ontem foi um pouco demais para mim, só acabei por adormecer às cinco da manhã, alternando ansiedade, com choro e racionalização. Estou mesmo cansada, sem férias e com muita coisas para decidir e tratar no próximo mês e meio.

 

Ou tudo corre bem a quase toda a gente à primeira, ou as pessoas são óptimas a relativizar, ou nós somos muito diferentes. Bem sei que não se conta tudo a toda a gente, ou só se conta depois de correr bem. Sei lá. Não sinto dessa forma e estou um pouco farta. É tudo difícil, comigo, connosco. Tudo tirado a ferros. Alturas que deviam ser felizes, são passadas em ansiedade a apagar incêndios, a tratar de problemas que surgem, a meter advogados porque já passou das marcas e estamos prestes a ser gravemente prejudicados. Caramba, gravidez de risco depois de três abortos espontâneos, nem a gravidez, o tão famoso estado de graça eu pude relaxar para viver com o nível de preocupação normal que não é pouco até. Insólitos demais a acontecerem. Pessoas más a complicarem só porque sim. Pessoas que eram minhas colegas/amigas a tentarem apoderar-se de projectos meus - gostaria de vos dizer que pela primeira vez mas assim sem contar e sem pensar muito nisso no mínimo já pela terceira vez. Sugestões de melhoria minhas rejeitadas, meses ou anos depois depois de as situações se tornarem insustentáveis sem as minhas sugestões chama-se alguém externo e sharam: fazem três sugestões que eu tenho vindo a dar há anos - sim, textualmente isto, tintim por tintim mesmo. Não gosto de me queixar demasiado, ou melhor gosto de me queixar e de me enervar com coisas pequenas como a música do joão pedro pais, e não com coisas a sério. Tenho bençãos sem fim da  minha vida, o meu filho que é um bebé saudável (tem as suas coisinhas pequenas e esteve doente em julho e desta vez esteve internado e sofreu um bocadinho o que me cortou o coração mas em dois dias a coisa controlou-se e compôs-se felizmente) mas sou imensamente grata por ele e por ser um bebé saudável e feliz, temos casa, emprego, dinheiro suficiente, família, amigos. É isso que dá força, mas também temos tido agora muito que fazer com o meu pai, a diabetes, o parkinson, e tudo o resto, com uma evolução que sabemos que não será fácil e que tem dado sinais que já chegou. Ainda não tive nenhumas férias descansada. Nem a minha mãe, não há férias que ela não as passe a acompanhar na urgência, nas consultas, nos exames, e agora nos internamentos, muito mais ela porque eu tendo um bebé não tenho a mesma disponibilidade. 

 

As férias não me trouxeram descanso absolutamente nenhum. Descansar com um bebé já seria uma miragem, mas eu sinceramente coloquei todas as minhas esperanças em descansar/dormir na semana em que estavamos os três de férias. Que tonta. Expectativas a mais, talvez. Dediquei todas as minhas forças a dar ao meu filho experiências diferentes, campo, praia, mar, piscina. Ele adorou absolutamente, foi um mimo de se ver, adorou tudo e habituou-se a todos os cenários diferentes num ápice, é um corajoso este meu filho. Andou descalço, correu descalço na relva, comeu muito bem, andou super feliz, exceptuando as noites. Na primeira noite estranhou o sítio, dormiu na cama de viagem que lá tinha e acordou em pranto, e demorei uns bons 15 minutos a acalmar mesmo no meu colo, horrível, nunca tinha chorado desesperado tanto tempo. Noite seguinte melhor, mas ainda estranhou. Fomos de férias com família por vários motivos, ele só soube que tinha férias uma semana e meia antes de acontecerem. Os horários que se praticavam eram muito difíceis para nós, ao terceiro dia desistimos e mesmo ele comendo mais cedo, e sendo só uma hora de diferença das rotinas, com mais gente há mais excitação e depois resvala tudo, tivemos mesmo de voltar às rotinas dele, para o adormecer, acabando nós por almoçar/jantar à vez e quase à parte. Não adianta, já não havia bebés há muitos anos e as pessoas já não se lembram, não bater portas ou gritar parece um favor especial e stressei demasiado com isso porque pura e simplesmente não compreendo o egoísmo e a falta de noção. Crianças a apanhar sol do meio dia, não concordo, não me meto, mas nem pensar que deixo o meu filho fazer isso. 

 

Quero mudar a minha sorte, vou mudar a minha sorte. Vai tudo ser mais fácil, vai tudo correr bem à primeira. Vi o deadpool 2 e uma das personagens tinha como super poder a sorte. Achei fenomenal, é isso que eu quero. Sorte. 

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