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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

18
Abr17

Serviço público

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Já sei que os autores dos comentários que li no Diário de Notícias e Público estão além de salvação porque negam factos porque querem acreditar no contrário, e confiam mais nos seus sentimentos e sensações do que em peritos. Pior, espalham desinformação e medo. Será talvez uma consequência da internet, ou magnificada por ela. Também é possível que se note porque somos 7 biliões; e 10% de estúpidos em 5 milhões não se pode comparar a 10% de estúpidos em 7 biliões. Há também o efeito de desconfiança dos peritos, mas será provavelmente gastar latim. As pessoas gostam de reproduzir sound bites, sem compreenderem os mecanismos subjacentes, falam de metais e não sabem o que é a barreira hemato-encefálica, nem os sinais cardinais de infecção, nem o que é a quelação, nem que para a indústria farmacêutica dá mais lucro vender a imunoglobulina usada no tratamento da infecção por tétano, junto com toda a restante medicação do que as vacinas. Gostam de falar nesta teoria da conspiração mas os produtos que os enriquecem não passam por vacinas, mas sim o prolongamento da vida, anti-hipertensores, e todo o arsenal restante. 

 

 

Vacina Uma preparação de microparasitas mortos, ou de microparasitas vivos atenuados, ou de moléculas de microparasitas, ou de toxóides bacterianos. A vacina tem poder imunogénico e é administrada a um potencial hospedeiro com o objectivo de induzir neste o desenvolvimento duma resposta imunitária que, no futuro, o proteja contra doença provocada pelo microparasita visado.

De uma forma simplista, uma vacina estimula o sistema imunitário para criar imunidade contra um determinado microrganismo. Esta situação imita o que iria acontecer naturalmente no caso de uma bactéria ou um vírus potencialmente perigosos infectar o organismo, mas com uma diferença essencial ― não existe qualquer microrganismo prejudicial envolvido. Em vez disso, a vacina contém uma versão reconhecível mas inofensiva da bactéria ou do vírus. Quando a pessoa é vacinada, o seu sistema imunitário irá agir como se determinado microrganismo estivesse na realidade a infectar o organismo e desenvolverá anticorpos contra ele. Futuramente, se o individuo for realmente infectado pelo agente para o qual está vacinado, a resposta imunitária será muito mais rápida e a infecção não se desenvolverá ou, a desenvolver-se, será muito menos grave.

 

Imunidade de grupo Efeito indirecto resultante da administração duma vacina a um grande número de indivíduos. É causado pela diminuição da probabilidade de que um indivíduo infeccioso encontre um susceptível a quem transmitir a infecção, quando a grande maioria (mas não toda) a população está imunizada. Este efeito permite que seja possível eliminar uma doença, mesmo quando uma pequena percentagem de indivíduos na população não está imunizada.

 

Vírus - Agentes etiológicos muito simples, com uma estrutura de tipo não-celular. Possuem um só tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA), com a informação necessária para a sua reprodução, rodeado por uma carapaça de natureza proteica. Os vírus não se conseguem reproduzir sem a ajuda de uma célula hospedeira na qual se introduzem. Se se considerar que os vírus são seres vivos (um assunto que não é pacífico), são as formas de vida mais simples que se conhece. São muito mais simples que os organismos celulares e também muito mais pequenos (são, por explo, muito mais pequenos que bactérias) e só são visíveis ao microscópio electrónico. 

Os antibióticos não têm efeito sobre os vírus. Habitualmente, espera-se que o sistema imunitário do hospedeiro responda a uma infecção por vírus ou, em alguns casos, o infectado pode ingerir drogas ditas anti-virais que retardam a multiplicação do vírus e dão tempo ao sistema imunitário para preparar uma resposta. Num hospedeiro vacinado, o sistema imunitário reconhece imediatamente o vírus correspondente à vacina e desenvolve rápidamente uma resposta que o anule.

 

MITO: “É preferível ficar imunizado pela doença do que pelas vacinas”

Apesar de, geralmente, conferir proteção contra infeções posteriores, a doença natural pode evoluir com complicações graves e morte. E mesmo uma criança saudável pode desenvolver complicações. A vacinação é muito mais segura. 

 

MITO: “As doenças evitáveis pela vacinação estão praticamente eliminadas, pelo que não há razão para vacinar o meu filho”

As doenças atualmente evitáveis pela vacinação ainda ocorrem em diversas partes do mundo, incluindo a Europa.

Há dois motivos principais para vacinar:

  • A proteção individual: apesar de estas doenças serem atualmente raras em Portugal, qualquer pessoa não protegida pode ser infetada e adoecer. Uma criança não vacinada poderá adquirir a doença se viajar para locais onde a doença ainda não está controlada ou se contactar com uma pessoa infetada/doente proveniente desses locais. No regresso poderá ainda trazer essas doenças para o nosso país, contagiar pessoas não protegidas e originar surtos.

  • A proteção da comunidade: em países/regiões/locais com elevadas coberturas vacinais a comunidade beneficia da chamada imunidade de grupo, isto é, quanto maior a proporção de pessoas vacinadas menor a circulação do micro-organismo causador da doença, com proteção indireta das pessoas não vacinadas. A imunidade de grupo confere proteção aos que não podem ser vacinados, por exemplo, por não terem atingido ainda a idade recomendada para a administração de vacinas. 

     

P: Tenho um filho que foi vacinado pelo PNV de 2006 e agora tive outro bebé está a ser vacinado de acordo com o PNV de 2012. Estranhei muito a alteração que sofreu a vacina contra a meningite C. Como se explica uma mudança tão grande em apenas 6 anos?

R: A alteração do esquema vacinal contra a vacina da meningite C teve a ver com as grandes alterações epidemiológicas da doença, durante esse período, resultado de uma grande percentagem de crianças e adolescentes vacinados, o que permitiu atingir aquilo a que se chama imunidade de grupo. Este facto teve com consequência a redução de casos de meningite para 0 (zero) nos menores de 1 ano de idade. A atual dose aos 12 meses de idade garante uma proteção eficaz e duradoura.

A vigilância desta e de outras doenças pelos serviços de saúde, que existe há vários anos e que permite acompanhar a sua evolução ao longo do tempo, possibilita adequar o esquema vacinal à evolução observada, de modo a que a política vacinal seja sempre a que mais beneficia a saúde da população. As modificações dos esquemas de vacinação são avaliadas pelos peritos da CTV, por instituições e por sociedades científicas, que, de acordo com a evidência científica mais atual e as alterações nos comportamentos das doenças, propõem essas alterações.

P: Porque é que o tétano e a difteria são doenças muito graves?

R: O tétano é provocado pela contaminação de qualquer tipo de feridas com esporos da bactéria Clostridium tetani, seguida de multiplicação local e libertação de toxinas, responsáveis pelas manifestações da doença. Estas caracterizam-se por espasmos musculares, cãibras e convulsões. A contração dos músculos da mandíbula não permite a abertura da boca. Os espasmos também afetam os músculos da garganta, do tórax, do abdómen e dos membros. Os efeitos da toxina nos músculos respiratórios podem provocar a morte por sufocação. Ainda hoje não existe tratamento específico para esta doença, em que 30% dos doentes acabam por morrer.

A difteria é uma doença grave provocada pela bactéria Corynebactrium diphteriae, que produz toxinas que podem causar a morte por obstrução da via aérea (pela formação de membrana na garganta), falência cardíaca e renal, paralisia dos músculos da deglutição e pneumonia.

 

Informação de Programa Harvard MEdical School, TED-ED, DGS e Faculdade De Ciência da U. Lisboa

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