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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

04
Fev16

Crónicas do meu ex-senhorio #3

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Pois é, a família do naldo teimava em crescer como minha vizinha. Não bastava ele, a mulher e a filha terem ido viver com os pais, chegado novo membro à casa... O irmão dele também foi para lá viver. Coitados daqueles pais.

Os dois irmãos eram muito parecidos. Não raras vezes perto da entrada do prédio a fumar, aparentemente sem uma única preocupação na vida. Quem fazia a limpeza do prédio era a minha senhoria e esposa dele, e nela sim, se notava uma certa vergonha nisso. Simpática, mas remetia toda e qualquer pergunta ao marido, parecia esconder-se atrás dele e não tomar parte em decisão nenhuma.

 

A porta da garagem obrigou-me a armar-me em MacGyver, avariou quando estava a sair para trabalhar, e o mecanismo manual era do mais estúpido. Tinha de puxar-se uma alavanca no lado oposto de onde, ao mesmo tempo, se empurrava a porta. Lá consegui pendurar a minha carteir, e que sorte carteiras de mulher estarem sempre a abarrotar, e lá consegui.

Este foi a derradeira avaria, e quando voltei tinha um papel colado a avisar onde os moradores se deviam dirigir para adquirir novo comando e o preço de 25 euros. Lá me dirigi a casa dos pais do senhor, que estavam a cozinhar para o regimento que ocupava a casa e deixei recado porque ele não estava.

"Quando tiver oportunidade, mas o mais cedo possível, pode deixar-nos o novo comando"

 

Agora seria boa altura para deixar registado o número absurdo de cartas de bancos que continuavamos a receber no nosso correio.

 

N: Sobe e toca-nos à porta. Ah e tal, o comando são 25 euros, já viu em minha casa são três, não posso pagar isso. Vá lá ao condomínio falar com o senhor e tratar do comando.

Neste momento estava na cozinha a tratar do jantar e quem falou foi ele: Não. Não vou a lado nenhum. Com quem eu tenho de falar é com o senhor e está falado. Quando tiver o comando, faça o favor de nos entregar.

N: É muito caro, não posso, vá lá falar com eles, até porque 25 euros é muito dinheiro. Veja lá isso então, vá lá falar e pedir o novo.

Quando ouvi isto larguei o que estava a fazer e juntei-me para ficar mais claro: Ouça, nós não pagamos, não fazemos parte do condomínio e não tratamos de nada. A legislação é bem clara, a garagem não é nossa e nós alugamos a casa com acesso à garagem.

N: Ah, olhem então dão-me por favor o vosso comando e eu vou lá falar.

 

Tudo tirado a ferros, em 36 horas já tínhamos o comando novo.

 

De notar que nesta casa actual também trocaram o portão da garagem mas tinham lá em baixo a equipa que me forneceu na hora o comando novo, e como é óbvio ninguém falou em custos.

 

Adiante e por falar em garagem. Visão do demo primeiro na garagem e depois no elevador, Naldo, com sua pança de gravidez em fim de tempo, em pijama antigo, horroroso, de calções fininho, a lembrar cetim talvez, e chinelos de quarto, claro com a sua pança marota a espreitar no fim da camisola que se provou insuficiente. E gostaria de vos dizer que esta foi a imagem mais deprimente que eu vi dele. Oh como eu gostava. Numa próxima crónica vos contarei.

 

 

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28
Jan16

Crónicas do meu ex-senhorio #2

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Depois da bela notícia de que o naldinho é meu vizinho, chegou a hora da inspecção da instalação de gás.

Surprise, surprise, uma das bocas de gás está selada devido a uma fuga, que não está resolvida.

Tem que se pagar nova deslocação, além da óbvia e indispensável reparação.

Chamado o senhorio, estava resolvidíssimo, eu que ligasse para a empresa que fez aquilo, e que tem garantia e que até colocou grelha na porta da cozinha e da lavandaria para minimizar o risco, mas que lhe garantiram que estava bem. Muito discurso de artistinha, a achar que a suposta eloquência faria com que assumisse responsabilidades que não são minhas.

Eu?!

Portanto, eu ligo, eu pago?

Não.

Hell, no.

Eu não pago nem ligo para ninguém, eu sou inquilina, paguei uma inspecção ao gás e não pago rigorosamente mais nada, já que o senhor é vizinho, sobe e paga a inspecção, e liga a quem contratou para fazer o serviço. Se a casa não estiver habitável e tiver uma fuga, acaba-se o contrato já aqui.

Não estava a contar, fez, contrariado. Achava que agora o dinheiro entrava e não tinha responsabilidade. Era bom.

 

Para terem uma ideia da manutenção brilhante que fazia à casa, além das paredes estarem a gritar por uma pintura, todas, repito, todas as divisões tinham uma tomada queimada.

Pedimos a substituição, substituiu meia dúzia e deixou os espelhos de mais duas, que deve ter-se cansado com a empreitada.

Os problemas eléctricos, apesar de ligeiros, pesaram na decisão de sair dali, uma das tomadas quase me avariou o aspirador. O aquecimento da água era por cilindro, o que pesava na conta.

 

A lareira. Uma das coisas que me atraiu foi a existência da lareira. Que não aquecia a sala, uma vez que era enorme, muito devido à falta de manutenção, estava com pouca circulação de ar e precisava de limpeza. Que o naldinho não fez.

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26
Jan16

Crónicas do meu ex-senhorio

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Vou trazer-vos aqui as muitas pérolas que guardei da minha última casa e do seu super senhorio. O naldo, vamos chamá-lo assim era o "típico tuga" espertalhaço, que ninguém o "comia por lorpa" e que era um artistinha. Claro que não vi isto à partida senão não lhe tinha alugado a casa. Todo o processo foi tratado numa imobiliária.

O que nos cativou? Numa zona boa e central para o que pretendíamos, com supermercado, talho, bancos a meros metros, último andar, a casa era enorme, áreas brutais, sala de quase 40 metros quadrados, terraço de mais de 20, e no prédio mais alto das redondezas, o que nos permitia privacidade total no terraço, depois de instalado um cercado em caniço.

A decoração era pavorosa, quem ficou mais cativado até foi ele, porque eu fiquei um bocadinho apreensiva, o que me agradou mesmo foi ser último andar e não ouvir ruídos. Com dois quartos, o principal ainda tinha camilhas em seda salmão, e reposteiros, enquanto que o quarto da filha era absolutamente rosa choque, desde paredes, a cama, a decoração, sem falhar a televisão e portátil da hello kitty para uma miúda de 11 anos. O terraço estava povoado com mesas de café com mais ferrugem do que outra coisa.

 

O discurso foi, tenho outra casa e tenho de tomar conta da minha mãe, por isso estamos a alugar, vamos os três viver com ela para a ajudar. Decidimos a favor.

 

Primeira pergunta e condição essencial, pintura da casa. Tinha 18 anos e nunca tinha sido pintada, pelo que havia molduras a sujo, encardido de tudo o que estava naquela sala.

"Ah e tal pode pintar você que depois entrega-me a casa como for, em que cor quiser e tal."

"não, não tenho intenção nenhuma de pintar a não ser o quarto extra, portanto insisto em entregar-me a casa pintada de fresco"

"Acedeu, contrariado".

 

Primeira novidade

Além de meu senhorio, é meu vizinho! Foi viver com a mãe, que residia no mesmo prédio que nós mas no primeiro andar.

Os pais que estavam autónomos e saudáveis, inclusivé o pai ainda conduz e tem carro. Era para ajudar quem mesmo? Hummm

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