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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

21
Mar16

Conclusões bestiais

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Confesso que às vezes vejo reality shows, não sigo. Não vejo diariamente mas de vez em quando lá vou parar. Como espreitar para um acidente na auto-estrada. Interesse macabro e onde não se aprende nada. Mas às vezes aprende-se muito.

 

Não vi isto da quinta, aliás tenho a sensação que está no ar há um ano. A partir do incidente da xaroca, suscitou-me o interesse. Apenas segui na internet, não vi nada na televisão. Quando vale a pena as redes sociais lá têm os vídeos. Às vezes divirto-me muito. Basta ver aquilo e sinto-me logo mais inteligente e mais satisfeita com a minha vida pessoal. Ler os comentários nas redes sociais é outro divertimento, cometem-se crimes atrozes contra a língua portuguesa, nem o auto-correct lhes vale. Bom, dizia eu que me divirto. Eu, que tenho mais de 30 anos, a auto-estima no sítio. Há miúdos a ver aquilo, ao serem televisionados está a legitimar-se aquele estilo de vida. Não há um disclaimer, alguém que os avise que aquela não é forma de se estar na vida. O que os miúdos veêm é pessoas pseudo-famosas, com coisas grátis e a aparecer na tv. Então toca a emular aquelas acções a ver se também consigo aquilo. 

Porém, os últimos acontecimentos não me divertiram. Assustaram-me. Violência doméstica em horário nobre. Agressões verbais, psicológicas, físicas. Zero consequências. Pior, a ser dito em televisão nacional em horário nobre que violência doméstica é o que algumas mulheres sofrem. Não são só mulheres. 

Pior ainda. 

Pelos comentários que leio há uma quantidade assustadora de gente que não acha aquilo violência doméstica. Que uns estalos, uns insultos, e uns pontapés são normais. Que há justificação por isto ou aquilo. Que violência doméstica é pior, ou mais, ou só quando é mulher.

ASSUSTADOR.

Quais serão os números reais da violência doméstica no nosso país? 

Ele traiu, portanto é normal que ela lhe bata. O quê??? 

E que acha que o filho está bem tratado. Não trabalham, não têm aspirações de trabalhar, vive da boa vontade de 'fãs', namoradas e da reforma do avô. 

Inqualificável. 

Para adoptar é preciso testes, imensas formalidades, quem tem capacidade biológica, faz o que quer. Como engravidar sem o consentimento do pai e insultar o pai do filho e contar intimidações para dez milhões ouvirem. 

Por isso eu sou desta opinião

 

Retirado do site da APAV

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
A violência doméstica abarca comportamentos utilizados num relacionamento, por uma das partes, sobretudo para controlar a outra.

As pessoas envolvidas podem ser casada ou não, ser do mesmo sexo ou não, viver juntas, separadas ou namorar.

Todos podemos ser vítimas de violência doméstica.

As vítimas podem ser ricas ou pobres, de qualquer idade, sexo, religião, cultura, grupo étnico, orientação sexual, formação ou estado civil.

O QUE É?
Para a APAV o Crime de Violência Doméstica deve abranger todos os actos que sejam crime e que sejam praticados neste âmbito.

Qualquer acção ou omissão de natureza criminal, entre pessoas que residam no mesmo espaço doméstico ou, não residindo, sejam ex-cônjuges, ex-companheiro/a, ex-namorado/a, progenitor de descendente comum, ascendente ou descendente, e que inflija sofrimentos:

Físicos
Sexuais
Psicológicos
Económicos
Partindo deste conceito podemos ainda distinguir a Violência Doméstica entre:

violência doméstica em sentido estrito (os actos criminais enquadráveis no art. 152º: maus tratos físicos; maus tratos psíquicos; ameaça; coacção; injúrias; difamação e crimes sexuais)
violência doméstica em sentido lato que inclui outros crimes em contacto doméstico [violação de domicílio ou perturbação da vida privada; devassa da vida privada (imagens; conversas telefónicas; emails; revelar segredos e factos privados; etc. violação de correspondência ou de telecomunicações; violência sexual; subtracção de menor; violação da obrigação de alimentos; homicídio: tentado/consumado; dano; furto e roubo)]

 

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17
Jun15

Testes de paternidade

nervosomiudinho.blogs.sapo.pt

Não são desses. Nem desses.

 

Na verdade, eu quero referir-me a testes de parentalidade. Uma ideia que defendo há muitos anos.

Somos testados incansavelmente durante toda a nossa vida, testes e mais testes, exames nacionais. Existem imensos testes de acesso a tanta coisa, como testes de código da estrada e testes de condução, para ter direito a conduzir uma máquina potente e potencialmente mortífera.

Porque não fazer um teste para se ter direito a ser pai/mãe?

Se pensarem bem nisto, não é nada polémico. Vejam bem o abandono de crianças, os maus tratos, toda uma série de coisas que merecia a intervenção da tal brigada de que falei no outro post que distribuiria chapadas a torto e a direito. Vejam a segurança social que tem falhado como as notas de cem; dá-se a tragédia e depois a famíla até estava assinalada.

O socialmente aceite é querer-se filhos, quantas pessoas não terão filhos só porque é o próximo passo?

O povinho adoooora fazer pressão.

Quando arranjas namorado?

Quando casas?

Quando tens filhos? Tá na hora de teres filhos?

E não param por aí. A criança tem meio ano... Quando dás um irmão?

Mais uma bela oportunidade para distribuir chapada. Metam-se na vossa vida, neste tipo de decisões duas opiniões chegam, as dos próprios envolvidos. Ter um filho nem sequer é como ter um cão, e essa conversa também seria longa, por isso as pessoas deveriam fazê-lo só no seu timing e sem pressões porque é coisa para durar a vida inteira.

O que eu acho é os indivíduos retorcidos e psicóticos que vão maltratar as crianças e que faziam um favor a toda a gente se falecessem, mas não sendo possível, se fizessem um teste resolvia-se à partida. Voilá, o senhor é um anormal e portanto está com sorte de estar vivo e não terá acesso a uma pequena pessoa só para si, para maltratar e traumatizar. E você menina, que vai à manicure religiosamente para fazer o gel, bicudo, e com cristais e adora uma boa selfie diária a apertar as maminhas, e quer ter um filho para agarrar o namorado previamente descrito, lamentamos mas não pode ser.

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