Às vezes dou por mim a pensar onde estaria a nossa civilização se nunca se tivesse perdido conhecimento. Estaríamos melhor? Se trabalhássemos sempre a partir do ombros dos gigantes que nos antecederam. Arquimedes, Ctesíbio, entre muitos outros.
Grandes invenções, métodos, se foram perdendo e tiveram que ser reinventados, por vezes, séculos depois, alguns casos um milénio depois.
Se a religião não tivesse interferido com a ciência. Se a biblioteca de Alexandria não tivesse sido destruída por incêndio. Se certas civilizações não tivessem desaparecido junto com o conhecimento que acumularam.
As maravilhas do mundo antigo fascinam-me. Sou uma curiosa, adorava fazer uma grande viagem e ver de perto uma boa dúzia senão mais. Temos tendência a achar que, por exemplo, há dois mil anos era tudo rudimentar mas na verdade ainda comportam segredos de processos para construir monumentos que ainda hoje olhamos com fascínio.
Já vos disse aqui que adoro História, sou uma ávida consumidora de documentários.
Nessa paixão, a segunda guerra mundial ocupa um lugar cimeiro. Moldou a história, matou milhões. Nunca percebi bem como Hitler ganhou tracção, começou por uma anedota, que nem no exército austríaco foi aceite.
Todos os ditadores começam pela promessa de restaurar a grandeza perdida do país. Também Mussolini o fez. Como está Trump a fazer agora. Prometem mas não explicam como. Hitler teve muito apoio porque explorou o Tratado de Versalhes e a mágoa dos alemães dos territórios perdidos. Começou a anexar países em volta sem que ninguém fizesse nada. Apenas Churchill que não era primeiro ministro ainda, o viu como a ameaça que era. Como agora muita gente acha o Trump inofensivo. Trump, que já proferiu incontáveis declarações racistas e xenófobas tem muito apoio junto daqueles que acham que o Sul e a escravatura devia ter ganho. E tem apoiantes de todas as raças e inclusivé filhos de imigrantes. Agora com redes sociais tenho acompanhado como este fenómeno acontece. Apoiantes devotos e que não se interessam por factos, nem pelas óbvias mentiras dele, falta de coerência, incitação à violência. Deve ter sido mais ou menos isto que aconteceu de 1920 a 1933.
E é assustador.
"Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"
Ontem, numa compra de impulso, comprei as leituras deste mês. Ando sempre a espreitar por temas interessantes e que adicionem qualquer coisa ao meu conhecimento e ontem encontrei temas que vão ao encontro do meu gosto.
Partilho do mesmo sentimento; a primeira vez que a...
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