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Nervoso Miudinho

blog humorístico (esperemos) sobre tudo e mais frequentemente sobre nada

17
Mai17

Nervosinha em modo psicóloga

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Vou traçar o perfil de um anti vaxxer comum: Aluno mediano, ou médio baixo, sempre quis ser o mais inteligente da turma e nunca conseguiu, portanto adquiriu um despeito pelos "inteligentes" que não considera melhores do que ele. Tiveram sorte, são os preferidos. Estudaram, ensino superior alguns. Empregos comuns, repetitivos, sentem que estão aquém do seu potencial. Do sentimento de inferioridade nasceu uma desconfiança pela autoridade e pela ciência, numa proximidade de eu se quisesse também sabia, lêem letras gordas, sabem o mínimo é atrapalham-se com pormenores, confundem-se com os princípios e conceitos. Esta sensação cresce e percebem-se como melhores que os demais, acreditando em qualquer teoria da conspiração porque assim se sentem acima da população que segue conselhos médicos, os peritos, e o conhecimento vigente. Esta é a forma de se sentirem mais inteligentes e melhores que os restantes que classificam como ovelhas e eles é que sabem "a verdade".

 

Disclaimer: este texto é completamente empírico e provavelmente uma afronta aos profissionais da psicologia, é mesmo uma maldade consciente que faço e que mostra que ninguém deve falar do que não sabe é deixar as ciências para os profissionais da área, eu inclusive. Peço desculpas, menos ao psicólogo clínico do público, se deixsr de falar de vacinas eu deixo de praticar psicologia 

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17
Mai17

Anti vacinação

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Pois que chegou até aqui, não sei como, uma pessoa que personificou todos os clichés e mais alguns que vos fui contando. Teorias da conspiração, pseudo ciência, falácias de raciocínio, má interpretação de dados, e ignorância científica na leitura de "ingredientes, parecia bingo. Apaguei o comentário. Aqui não. Isto até pode ser um pseudo blog, com pseudo humor, de uma pessoa pseudo inteligente, seja, é tudo relativo e subjectivo mas desinformação é o meu limite. A minha posição é clara, se tiverem curiosidade leiam também os meus comentários nos posts. A posição da ciência também é clara. Não consulto um ortopedista acerca de problemas na tiróide, ou seja, muito conhecimento numa área não dá competências noutra, ainda que seja na mesma ciência. Daí o meu post sobre o público ter consultado um psicólogo clínico e sua "opinião" sobre vacinas.

 

Querem teorias da conspiração? Eu também tenho imaginação.

Esta onda anti vacinas vem da indústria dos produtos naturais em conluio com as funerárias porque se vendem poucos mini caixões e toda a gente sabe que uma miniatura é mais cara, estão em conluio também com a big pharma porque fazem pouco dinheiro nas vacinas e dá-lhe muito mais dinheiro estes surtos que obrigam a estadias em cuidados intensivos, tratamentos longos e com menor eficácia, portanto as crianças morrem, os pais têm mais filhos, que acabam outra vez no hospital e assim asseguram muito mais negócio. Tem claro,  um dedinho de grandes sociedades secretas que querem controlar a população, quanto menos se vacinar mais pessoas morrem, por isso algum do discurso é aparentemente tão polido. 

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26
Abr17

O melhor que já li

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Foi o artigo do público que diz que a bioquímica faz o seu papel mas a crença é determinante para as coisas fazerem efeito, merecendo um post aqui. Outro que gostei especialmente foi que as crianças vacinadas têm 500% mais enfermidades do que as não vacinadas. Pá com este concordo em absoluto, só tive sinusite, rinite, entorses, gripes, cirurgia ao desvio septo nasal, cauterização dos cornetos porque estava viva, se tivesse morrido com quatro anos com varíola tinha morrido saudável e não tinha tido mais doença absolutamente nenhuma. Até me protegia de hipertensão e diabetes num futuro incerto. O prémio está ali entre o psicólogo clínico do artigo e as pessoas que dizem que o sarampo não existe, provado por um tribunal alemão. Devia ter apontado as melhores pérolas, quem me dera tanta imaginação para produzir textos aqui para o blog. Do pros e contras só consegui ver uns minutos que estava a ficar irritada em vez de me rir e Francisco George disse o que tenho vindo a dizer aqui, não se pode dar a palavra a especialistas com anos de trabalho sério, pesquisa e logo a seguir alguém que leu um artigo manhoso num site da net como se fossem igualmente válidos. 

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23
Abr17

"O que faz com que a ciência funcione deriva determinantemente da crença que temos nela" : A opinião, o jornalismo e ainda as vacinas

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Frase proferida por Rui Ramos, doutor em psicologia clínica. Frase que dita o tom de um texto que é uma verborreia triste e perigosa, mentirosa. "A bioquímica fará o seu trabalho é certo, mas a crença tornará esse efeito eficaz!"

Será altura para relembrar as palavras do astrofísico Neil deGrasse Tyson: The good thing about science is that it's true whether or not you believe in it.

Bom, estou aqui a conter-me para ser educada e civilizada, mas o senhor não compreende o processo de autorização de introdução ao mercado de um medicamento, mas o efeito placebo é por demais conhecido, e um medicamento tem que ser mais eficaz do que o efeito placebo para ser comercializado. Não. As opiniões não valem todas o mesmo. Nem são todas iguais. Vão ser especiais e únicos, os supra sumos da essência do sublime lá para o cafézinho da esquina. Um dos graves problemas que enfrentamos é este. O jornalismo tem pecado muito. É um dos grandes culpados por apresentar todos na mesma plataforma como se todas as opiniões valessem o mesmo. A internet dá voz a todos e entramos na falácia de legitimização, porque formos habituados a apenas receber informação de fontes fidedignas e isso tem sido atacado. Este artigo está assinado como voz de um profissional de saúde no Público. De um técnico superior de saúde que não diz a sua função, mas que é doutorado em psicologia clínica por isso só posso deduzir que é psicólogo. Fui ver o plano de estudos de psicologia, só para ter a certeza que não estava enganada e não ser injusta. Este senhor tem tanta competência para falar de vacinas como tem para falar de mecânica de fluidos ou de electricidade e electromagnetismo, qualquer dia está a dar pareceres em engenharia civil. Façamos uma analogia que vi na marcha de ciência, que se aplica tanto a vacinas como às mudanças climáticas, se 97% dos engenheiros vos disser que a ponte é insegura e cai a qualquer momento e 3% vos disser que a ponte está impecável, vocês levam os vossos filhos a atravessar a ponte?? Não tem uma única cadeira no curso todo em microbiologia, saúde pública, genética, imunologia, nem sequer química orgânica ou inorgânica,  bioquímica nem biologia celular e molecular. Sabe lá ele o que é uma vacina, ou um vírus, ou uma bactéria. Está a dar a cara como técnico superior de saúde no serviço nacional de saúde pelo que espero que tenha consequências de se meter na discussão de algo para qual não tem competências de falar. Que está ele a fazer a trabalhar no SNS quando dita a ciência como uma crença? Ele tem orgulho no seu grau académico senão não assinava com ele, portanto ele tem uma gradução dada por um sistema de ensino, e no ensino já acredita? Ou acredita só no grau dele e quem estuda as outras ciências não tem valor? Gostaria o doutor que nos arrogássemos todos especialistas na profissão dele e com opiniões igualmente ou mais válidas? Aliás para ele a ciência é uma crença, por isso está tudo dito, tem de se demitir imediatamente. 

 

Quem ler, pode não compreender que esta personagem apenas tem competência (terá?) para falar na área dele, e não de saúde em geral. Muito cuidado com os conselhos que tomam, a fonte é importantíssima, não vão consultar um médico para avaliar os alicerces de uma casa, ou pedir informações de vacinas a alguém que não estudou imunologia. E quando em dúvida consultem um segundo profissional devidamente credenciado.  

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20
Abr17

Só mais uma afinal

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O artigo do público põe a nu o extremo egoísmo da mãe. Não dá vacinas, até porque isso das doenças deve ser coisa de pobres e mal nutridos. Entra na falácia de que um vírus não ataca pessoas saudáveis, por mim testávamos isso com exposição ao Ebola, mas pronto. Acabou de se expor e de expor uma corrente nos anti vacinas, estão a contar com altas taxas à volta deles, mas nos meninos deles e que não, são mais do que o resto. Se viajar pondera dar as vacinas. Ahah!!! Está aqui, sabe que países com baixas coberturas representam maior risco porque perde a protecção da imunidade de grupo!! Acabou de admitir a importância de altas taxas de vacinação. E se toda a gente confiar que os pais do lado vacinaram? Então como é?! Que vão fazer estes iluminados? Egoísmo é o mais bonito que tenho para chamar a esta gente. De notar, que apenas dois dos textos que escrevi sobre vacinas são só informativos, todos os outros ou têm humor negro, sarcasmo, ironia, ou emoções mais fortes que me toldaram a escrita.

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20
Abr17

Uma coisa vos digo

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Chegada à altura de creches, e escolas vou questionar a taxa de vacinação, e se for inferior a 90% levo o meu "negócio" para outro lado. A linguagem do dinheiro é universal e não tem correntes alternativas. Se há um grupo organizado contra as vacinas, força. Cabe-nos a nós, fazermos o mesmo. Ponderem isto, comecem a questionar os círculos onde o seu vossos filhos se movem. 

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20
Abr17

Expressões com os dias contados

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Sou maior e vacinado.

Nos dois componentes. Porque estão ligados. 

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20
Abr17

Opá rir, rir é o melhor remédio

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Ando há dias indisposta com os comentários que leio nas notícias sobre vacinação. Sério que ando. A desinformação que propagam, a arrogância ignorante, a soberba intelectualmente deficiente. Os argumentos falaciosos, a falta de entendimento, a negação de princípios básicos. A afirmação que certas coisas não estão bem explicadas, quando só não estão para quem ou tem défices de compreensão de leitura e/ou quer ler artigos complexos sem bases em biolohgia, química, virulogia, bacteriologia, imunologia, saúde pública. Ou que as tendo tido, passaram sem as compreender, o que é perfeitamente possível no nosso sistema de ensino. Há muitos, muitos licenciados que escrevem fize-mos, e disse-mos e tiveram 12 anos de português, até podem ler livros e são cultos. Todos temos falhas de conhecimento. A partir de agora vou rir. Hoje li mais uma posição anti-vaxxer no público. Já tinha lido muitas e visto muitas. É uma ignorância instruída. É uma ignorância inexorável, por isso a partir de agora rio. Rio com frase como: fiz a minha pesquisa e decidi em consciência não vacinar. Rio, porque não há nem um estudo com peer review, nenhum ensaio clínico que diga isto. Então estes pais só podem ter deixado de trabalhar, submetido as suas ideias a trabalho científico, gasto horas em laboratório, ter passado por todas as fases de um estudo bibliográfico para depois submeterem a sua hipótese a teste, com toda a certeza também já têm resultados dos seus estudos de coorte. Rio porque não há nem um site ou fonte credível que diga isto. Rio porque só as vacinas são o problema como ironizei neste Post. Rio porque o nosso ambiente industrializado não é um problema mas as vacinas são. Rio porque a aspirina pode causar síndrome de reye e cada vez se lhe encontra mais aplicação. Rio porque se beberem água a mais podem morrer. Rio porque com 10 grama de benuron têm necrose hepática. Rio porque os efeitos adversos da pílula são uma pequena lista telefónica. Rio porque posso fazer alergia à penicilina mas não deixo de tomar todos os antibióticos. Rio porque se fizer alergia a morangos não deixo de comer bananas. Rio porque para as farmacêuticas dá muito, mas muito mais dinheiro vários dias de internamento do que com uma singela vacina. Rio porque os oceanos estão cheios de poluição, e o problema são as vacinas. Apenas a morte de um familiar directo faz uma destas pessoas mudar de opinião, quando sentirem o desespero, mas não somos donos da vida de ninguém, espero rir porque se tornará obrigatório, como a escolaridade, os impostos, como tanta coisa que não podemos confiar ao juízo individual. Os filhos não pertencem aos pais, é direito, um dever do estado zelar pelo superior interesse de um ser indefeso que ainda não tem capacidade de decidir por si, e é isto que tem de ser debatido.

 

Tudo é veneno, nada é veneno, a dose faz o veneno.

 

Quanto ao autismo, leram o estudo Wakefield e leram de certeza os conflitos de interesse com escritorios de advocacia, do acordo para as indemnizações e a vacina vaspr que ele tinha patenteado pata comercializar logo após descredibilizar a que estava em uso. Ou leram e continuam a acreditar no charlatão. Devem ter ouvido muita Jenny McCarthy, que após insucesso em lançar o seu filho como indigo child e o seu site indigo moms, decidiu que afinal o filho era autista por causa das vacinas o que ganhou tracção, senão certamente tinha de escolher outra coisa para o filho ser. Quem já lidou com bebés que depois são diagnosticados dentro do espectro do autismo vê os sinais muito antes da vacina à idade que dizem, são bebés que usualmente e vamos perceber que é um espectro, há várias manifestações da doença e muito mais crianças caem no diagnóstico, e a comunidade está muito mais alerta do que há vinte anos; os bebés infelizmente falham ou têm dificuldade noutros marcos antes da tal vacina. Antes dos 12 meses já não mantém muito contacto visual seja com quem for, têm dificuldade em segurar a cabeça, em gatinhar, em andar, em começar a falar, não apontam para objectos com o dedo, não reagem ao próprio nome, entre outros, tem uma componente genética, e o diagnóstico definitivo surge após os 18 meses, normalmente aos dois anos em média. 

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19
Abr17

Vacinação e sarampo

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É a última vez que falo do assunto. Até porque as pessoas querem ser burras. Até se acham mais dos que os outros a vomitar merda. Acham que por serem licenciadas em gestão ou arte já lhes dá autoridade para falar de medicina. Ou porque leram na net ou viram um vídeo e é verdade. Então leiam a merda do post, está na net, eu não pertenço à DGS nem a big pharma, por isso é verdade. Lá a ver as estupidez mais comum que este surto explica. Um bebé não vacinado infectou adultos que foram vacinados, e uma adolescente não vacinada. É um exemplo triste mas perfeito, os adultos vacinados tiveram uma infecção leve e inócua, a adolescente morreu, a bebé está internada. A razão da não vacinação do bebé não encontrei, segundo fonte médica a adolescente que morreu tinha pais contra vacinas e não recebeu outras vacinas do plano nacional de vacinação. 

 

Mas eu fui vacinado e tive a doença. É possível ser vacinado e ter a doença, é NORMAL, não é nenhum esquema maluco. Uma vacina tem o intuito de criar memória do agente infeccioso para facilitar o combate, pode ter a doença atenuada ou ser tão eficaz que não chega a ter. 

Se tu vacinas não precisas de ter medo que eu não seja vacinado. A vacina não garante imunidade completa, confere uma protecção relativa, e não impede a circulação do agente infeccioso. Podes não ter a doença e ser portador, as pessoas vacinadas podem ter a doença. As doenças que têm vacina têm complicações sérias. Há pessoas que não podem ser vacinadas. Vocês têm de deixar as crianças em creches aos 5 meses, se houver várias crianças mais velhas que não foram vacinadas podem infectar os que ainda não têm idade para ser vacinados. No caso aos 12 meses. Daí a importância da imunidade de grupo conferida pela vacinação. 

 

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18
Abr17

Serviço público

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Já sei que os autores dos comentários que li no Diário de Notícias e Público estão além de salvação porque negam factos porque querem acreditar no contrário, e confiam mais nos seus sentimentos e sensações do que em peritos. Pior, espalham desinformação e medo. Será talvez uma consequência da internet, ou magnificada por ela. Também é possível que se note porque somos 7 biliões; e 10% de estúpidos em 5 milhões não se pode comparar a 10% de estúpidos em 7 biliões. Há também o efeito de desconfiança dos peritos, mas será provavelmente gastar latim. As pessoas gostam de reproduzir sound bites, sem compreenderem os mecanismos subjacentes, falam de metais e não sabem o que é a barreira hemato-encefálica, nem os sinais cardinais de infecção, nem o que é a quelação, nem que para a indústria farmacêutica dá mais lucro vender a imunoglobulina usada no tratamento da infecção por tétano, junto com toda a restante medicação do que as vacinas. Gostam de falar nesta teoria da conspiração mas os produtos que os enriquecem não passam por vacinas, mas sim o prolongamento da vida, anti-hipertensores, e todo o arsenal restante. 

 

 

Vacina Uma preparação de microparasitas mortos, ou de microparasitas vivos atenuados, ou de moléculas de microparasitas, ou de toxóides bacterianos. A vacina tem poder imunogénico e é administrada a um potencial hospedeiro com o objectivo de induzir neste o desenvolvimento duma resposta imunitária que, no futuro, o proteja contra doença provocada pelo microparasita visado.

De uma forma simplista, uma vacina estimula o sistema imunitário para criar imunidade contra um determinado microrganismo. Esta situação imita o que iria acontecer naturalmente no caso de uma bactéria ou um vírus potencialmente perigosos infectar o organismo, mas com uma diferença essencial ― não existe qualquer microrganismo prejudicial envolvido. Em vez disso, a vacina contém uma versão reconhecível mas inofensiva da bactéria ou do vírus. Quando a pessoa é vacinada, o seu sistema imunitário irá agir como se determinado microrganismo estivesse na realidade a infectar o organismo e desenvolverá anticorpos contra ele. Futuramente, se o individuo for realmente infectado pelo agente para o qual está vacinado, a resposta imunitária será muito mais rápida e a infecção não se desenvolverá ou, a desenvolver-se, será muito menos grave.

 

Imunidade de grupo Efeito indirecto resultante da administração duma vacina a um grande número de indivíduos. É causado pela diminuição da probabilidade de que um indivíduo infeccioso encontre um susceptível a quem transmitir a infecção, quando a grande maioria (mas não toda) a população está imunizada. Este efeito permite que seja possível eliminar uma doença, mesmo quando uma pequena percentagem de indivíduos na população não está imunizada.

 

Vírus - Agentes etiológicos muito simples, com uma estrutura de tipo não-celular. Possuem um só tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA), com a informação necessária para a sua reprodução, rodeado por uma carapaça de natureza proteica. Os vírus não se conseguem reproduzir sem a ajuda de uma célula hospedeira na qual se introduzem. Se se considerar que os vírus são seres vivos (um assunto que não é pacífico), são as formas de vida mais simples que se conhece. São muito mais simples que os organismos celulares e também muito mais pequenos (são, por explo, muito mais pequenos que bactérias) e só são visíveis ao microscópio electrónico. 

Os antibióticos não têm efeito sobre os vírus. Habitualmente, espera-se que o sistema imunitário do hospedeiro responda a uma infecção por vírus ou, em alguns casos, o infectado pode ingerir drogas ditas anti-virais que retardam a multiplicação do vírus e dão tempo ao sistema imunitário para preparar uma resposta. Num hospedeiro vacinado, o sistema imunitário reconhece imediatamente o vírus correspondente à vacina e desenvolve rápidamente uma resposta que o anule.

 

MITO: “É preferível ficar imunizado pela doença do que pelas vacinas”

Apesar de, geralmente, conferir proteção contra infeções posteriores, a doença natural pode evoluir com complicações graves e morte. E mesmo uma criança saudável pode desenvolver complicações. A vacinação é muito mais segura. 

 

MITO: “As doenças evitáveis pela vacinação estão praticamente eliminadas, pelo que não há razão para vacinar o meu filho”

As doenças atualmente evitáveis pela vacinação ainda ocorrem em diversas partes do mundo, incluindo a Europa.

Há dois motivos principais para vacinar:

  • A proteção individual: apesar de estas doenças serem atualmente raras em Portugal, qualquer pessoa não protegida pode ser infetada e adoecer. Uma criança não vacinada poderá adquirir a doença se viajar para locais onde a doença ainda não está controlada ou se contactar com uma pessoa infetada/doente proveniente desses locais. No regresso poderá ainda trazer essas doenças para o nosso país, contagiar pessoas não protegidas e originar surtos.

  • A proteção da comunidade: em países/regiões/locais com elevadas coberturas vacinais a comunidade beneficia da chamada imunidade de grupo, isto é, quanto maior a proporção de pessoas vacinadas menor a circulação do micro-organismo causador da doença, com proteção indireta das pessoas não vacinadas. A imunidade de grupo confere proteção aos que não podem ser vacinados, por exemplo, por não terem atingido ainda a idade recomendada para a administração de vacinas. 

     

P: Tenho um filho que foi vacinado pelo PNV de 2006 e agora tive outro bebé está a ser vacinado de acordo com o PNV de 2012. Estranhei muito a alteração que sofreu a vacina contra a meningite C. Como se explica uma mudança tão grande em apenas 6 anos?

R: A alteração do esquema vacinal contra a vacina da meningite C teve a ver com as grandes alterações epidemiológicas da doença, durante esse período, resultado de uma grande percentagem de crianças e adolescentes vacinados, o que permitiu atingir aquilo a que se chama imunidade de grupo. Este facto teve com consequência a redução de casos de meningite para 0 (zero) nos menores de 1 ano de idade. A atual dose aos 12 meses de idade garante uma proteção eficaz e duradoura.

A vigilância desta e de outras doenças pelos serviços de saúde, que existe há vários anos e que permite acompanhar a sua evolução ao longo do tempo, possibilita adequar o esquema vacinal à evolução observada, de modo a que a política vacinal seja sempre a que mais beneficia a saúde da população. As modificações dos esquemas de vacinação são avaliadas pelos peritos da CTV, por instituições e por sociedades científicas, que, de acordo com a evidência científica mais atual e as alterações nos comportamentos das doenças, propõem essas alterações.

P: Porque é que o tétano e a difteria são doenças muito graves?

R: O tétano é provocado pela contaminação de qualquer tipo de feridas com esporos da bactéria Clostridium tetani, seguida de multiplicação local e libertação de toxinas, responsáveis pelas manifestações da doença. Estas caracterizam-se por espasmos musculares, cãibras e convulsões. A contração dos músculos da mandíbula não permite a abertura da boca. Os espasmos também afetam os músculos da garganta, do tórax, do abdómen e dos membros. Os efeitos da toxina nos músculos respiratórios podem provocar a morte por sufocação. Ainda hoje não existe tratamento específico para esta doença, em que 30% dos doentes acabam por morrer.

A difteria é uma doença grave provocada pela bactéria Corynebactrium diphteriae, que produz toxinas que podem causar a morte por obstrução da via aérea (pela formação de membrana na garganta), falência cardíaca e renal, paralisia dos músculos da deglutição e pneumonia.

 

Informação de Programa Harvard MEdical School, TED-ED, DGS e Faculdade De Ciência da U. Lisboa

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